Em tempos de crise, nada se perde, tudo se transforma no Senado. Lá, diz o jornal Correio Brasiliense, os servidores efetivos que não têm funções comissionadas (FCs) são poucos, muito poucos. Dos 3.413 funcionários do quadro, pelo menos 3.100 recebem, além do salário, uma complementação. Há técnico legislativo com função de, acredite, técnico legislativo. Na teoria, as funções são destinadas apenas a pessoas que ocupam cargos de direção e chefia. Na gestão do ex-diretor-geral Agaciel Maia, no entanto, a distribuição indiscriminada dessas gratificações virou regra. Acossada por denúncias de irregularidades administrativas, a nova direção da Casa resolveu moralizar a situação. Em vez de passar um pente-fino na folha de pessoal, preferiu uma solução caseira. Vai propor, no novo plano de cargos e salários, a incorporação das funções comissionadas aos salários dos servidores. Nenhum deles perderá um centavo do que recebe mensalmente, mesmo que não faça jus ao extra. Pior: se aprovada, a mudança provocará um aumento de despesa de R$ 108 milhões, em 2010, por conta principalmente dos salários dos funcionários. Os senhores senadores devem, ainda, muitas explicações e atitudes sérias ao brasileiro, que está cansado de tanto trem da alegria, da farra com dinheiro público.

Plenário do Senado
Em tempos de crise, nada se perde, tudo se transforma no Senado. Lá, diz o jornal Correio Brasiliense, os servidores efetivos que não têm funções comissionadas (FCs) são poucos, muito poucos. Dos 3.413 funcionários do quadro, pelo menos 3.100 recebem, além do salário, uma complementação. Há técnico legislativo com função de, acredite, técnico legislativo. Na teoria, as funções são destinadas apenas a pessoas que ocupam cargos de direção e chefia. Na gestão do ex-diretor-geral Agaciel Maia, no entanto, a distribuição indiscriminada dessas gratificações virou regra. Acossada por denúncias de irregularidades administrativas, a nova direção da Casa resolveu moralizar a situação. Em vez de passar um pente-fino na folha de pessoal, preferiu uma solução caseira. Vai propor, no novo plano de cargos e salários, a incorporação das funções comissionadas aos salários dos servidores. Nenhum deles perderá um centavo do que recebe mensalmente, mesmo que não faça jus ao extra. Pior: se aprovada, a mudança provocará um aumento de despesa de R$ 108 milhões, em 2010, por conta principalmente dos salários dos funcionários. Os senhores senadores devem, ainda, muitas explicações e atitudes sérias ao brasileiro, que está cansado de tanto trem da alegria, da farra com dinheiro público.