O vereador Joel Garcia (PDT), eleito em 2008 em Londrina, impetrou Habeas Corpus (HC 102779) no Supremo Tribunal Federal (STF), para conseguir um alvará de soltura. Ele está preso sob acusação de empregar funcionários fantasmas para ficar com os valores correspondentes aos salários dos empregados fictícios. A prisão ocorreu a pedido do Ministério Público do Paraná que, ao oferecer a denúncia, pediu a prisão preventiva para garantir a ordem pública e a instrução processual, uma vez que o vereador teria interferido nos depoimentos das testemunhas. A defesa do vereador apresentou habeas corpus antes ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) e ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que negaram o pedido. Agora, alegam no Supremo que a prisão é ilegal, uma vez que as provas obtidas pelo MP para justificá-la foram baseadas em interceptação telefônica realizada sem respaldo legal. Assim, pede liminar para determinar a liberdade do vereador e, no mérito, pede que o STF reconheça que o ato praticado não configura um crime e, em consequência, seja determinando o arquivamento da ação penal.
O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu informações à 5ª Vara Criminal de Londrina, antes de decidir sobre o pedido de liminar do ex-secretário de Administração do Governo do Paraná e ex-secretário de Governo da prefeitura londrinense, Gino Azzolini Neto, no Habeas Corpus (HC) 102573. O ex-secretário quer que a Vara Criminal aprecie sua defesa preliminar em ação penal em curso contra ele por suposta participação em fraude de procedimento licitatório, antes de decidir se recebe, ou não, denúncia formulada contra ele pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR). Alega que o artigo 514 do Código de Processo Penal lhe dá esse direito. No HC, ele pede que a ação penal seja suspensa até julgamento de mérito do HC pelo STF. Inconformado com decisão de uma juíza substituta, que arquivou a sua defesa prévia, Azzolini Neto entrou com recurso de embargos de declaração contra a decisão, que foi negado. Também foram negados, sucessivamente, pedidos de liminar em HCs impetrados no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) e Superior Tribunal de Justiça (STJ). E é contra esta última decisão que ele recorreu em HC ao Supremo Tribunal Federal. Ele alega que a juíza não poderia ter revisto uma decisão anterior do mesmo juízo e que essa decisão feriu a segurança jurídica, que garante previsibilidade e estabilidade às decisões judiciais, para não dependerem de subjetividade do julgador.
Agora é que alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) vão ficar, literalmente, bem na foto: a Alta Corte acaba de empenhar R$ 27,6 mil para pagar serviços de restauração e conservação de 23 fotografias, em porcelana, deles, informa o Giba Um. Além disso, para o conforto dos servidores, o Supremo comprometeu mais R$ 20,8 mil para a compra de 67 apoios para os pés, a R$ 310 cada um: os apoios ajudam a melhorar a postura e reduzir problemas de coluna, menos no caso do ministro Joaquim Barbosa, que tem preferido trabalhar de pé.
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de deixar para o presidente Lula a decisão de cumprir ou não a extradição do ex-terrorista Cesare Battisti, na opinião do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), desmoralizou a Suprema Corte. Demóstenes disse que o STF “lavou as mãos” ao deixar o caso para o Executivo decidir e que o STF não pode ficar com a pecha de que cede a pressões de outro Poder. Para ele, a decisão tomada foi como se o Tribunal tivesse rasgado o Estatuto do Estrangeiro, reforçando ainda que o STF não pode se comportar como um órgão consultivo.
É incrível isso! Para fazer a cobertura do julgamento do italiano Cesare Batisti, amanhã, no Supremo Tribunal Federal (STF), os jornalistas deverão vestir trajes sociais. Diz nota publicada no site do STF que, “de acordo com normas internas do Tribunal, a entrada no plenário requer o uso de traje social, sendo terno e gravata para homens, e vestidos, tailleurs (saia abaixo do joelho e blazer), ou ternos (calça e blazer de manga comprida), para mulheres. Essa vestimenta será exigida dos profissionais que venham fazer a cobertura jornalística do evento. É proibida a entrada de pessoas calçando tênis, assim como trajando roupa de tecido jeans”.
É de dar inveja a qualquer um. Agora a pouco, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Gilmar Mendes, assinou um acordo de cooperação com a Google Inc., para que as duas instituições possam colocar vídeos na página do YouTube na Internet. O STF é a primeira Suprema Corte no mundo a ter uma página oficial no YouTube. Para o lançamento da nova mídia, que não gera custos para o Tribunal, foi apresentado um vídeo com o histórico da comunicação institucional do Supremo.
Não vai ficar barata a indicação, ontem, do advogado-geral da União, José Antonio Toffoli, pelo presidente Lula, para substituir o ministro Carlos Alberto Direito no Supremo Tribunal Federal (STF). A confirmação para o cargo provocou forte reação no Congresso, onde Toffoli será sabatinado. O vínculo com o PT, com o ex-ministro José Dirceu e com o próprio Lula, além da pouca idade (41 anos) e do exíguo currículo na área jurídica, são apontados por senadores, principalmente do PSDB, como elementos que podem lhe criar constrangimentos na sabatina e dificultar a aprovação da indicação no plenário da Casa. Para evitar uma disputa entre oposição e governistas, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Demóstenes Torres (DEM-GO), escolheu Francisco Dornelles (PP-RJ), considerado neutro, como relator da indicação. Segundo o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), há um clima de rejeição a Toffoli, não só no PSDB. Ele diz que, diferentemente de outras indicações (aliás, essa é a oitava indicação) de ministros feitas por Lula, Toffoli não atende aos requisitos de competência, reputação ilibada, qualificação profissional, lisura, independência e histórico exemplar nas funções desempenhadas. Tá feia a coisa para os lados do jovem advogado.
E o governador Roberto Requião (PMDB) pensava que seria atendido no seu pedido para indicar o jurista Edson Faccin para o lugar do ministro Carlos Alberto Menezes Direito, falecido recentemente, para o Supremo Tribunal Federal (STF). Ficou só no desejo. Pouco antes de embarcar para Curitiba, Hoje, o presidente Lula indicou o advogado-geral da União (AGU), José Antonio Dias Toffoli para o cargo. A informação foi confirmada há pouco pela porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach, conforme adianta a Agência Brasil.Baumbach oficializou também a indicação do ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Múcio, para a vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).
Ontem, em quase dez horas de sessão no Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-ativista político italiano Cesare Battisti, acusado de quatro assassinatos no seu país, saiu derrotado por 4 votos a favor de sua extradição, contra 3 para manter o refúgio político decretado pelo ministro da Justiça, Tarso Genro. A sessão, encerrada com pedido de vistas do ministro Marco Aurélio de Mello, não tem data para reiniciar. É possível que a extradição de Battisti seja concedida por cinco votos contra quatro, e o tratado de extradição assinado entre Brasil e Itália seria respeitado.
O ministro Cezar Peluso, do Supremo Tribunal Federal (STF) relator do pedido de extradição de Cesare Battisti, votou, hoje, pela autorização da entrega de Battisti ao governo italiano. O ministro entendeu que os crimes praticados por ele são comuns e não políticos, portanto, ele não teria direito ao refúgio político concedido pelo governo brasileiro. No final de seu voto, Peluso esclareceu que o presidente da República é obrigado a cumprir a decisão do Supremo, caso esta seja pela entrega do estrangeiro ao governo da Itália, conforme o artigo 1º do Tratado de Extradição celebrado entre o Brasil e a Itália. Assim, por considerar cumpridos os requisitos do pedido, o relator deferiu a extradição sob a condição formal de que a pena de prisão perpétua seja substituída por pena de prisão não superior a 30 anos. O ministro julgou prejudicado o Mandado de Segurança, uma vez que considerou nula a concessão do refúgio. O julgamento foi interrompido, por volta das 18 horas, para intervalo e a promessa é de retomar a sessão, com os votos dos demais ministros da Corte.



