Treze apartamentos funcionais pertencentes ao Governo Federal, e que deveriam estar ocupados por senadores eleitos nos diversos estados brasileiros, hoje, são ocupados por servidores efetivos, comissionados, ex-funcionários e até um “inquilino”, que moram de graça em área nobre de Brasília. Os ocupantes, porém, serão despejados, por decisão da mesa diretora do Senado que, por meio de portaria do 1º secretário, senador Cícero Lucena (PSDB-PB), que será apresentada na semana que vem. Dois apartamentos estão desocupados, conforme informa a Agência Estado. Um deles era ocupado pelo filho do ex-diretor de Recursos Humanos da Casa João Carlos Zoghbi. A relação do nome dos ocupantes dos imóveis, todos eles em área nobre da cidade, no Plano Piloto, mostra que o privilégio de morar de graça se deve, em grande parte, à ligação com o ex-diretor-geral da Casa Agaciel Maia, que comandou a administração do Senado por 15 anos.
Está marcada para terça-feira (14), às 16 horas, a posse no Senado, do primeiro suplente da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), Sérgio Souza (PMDB-PR). Na quinta-feira (09), ele esteve com o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). “Já me apresentei à secretaria-geral da mesa, entreguei meus documentos e vim me apresentar ao presidente Sarney para combinar o momento da posse”, explicou. Quando assumir o mandato, Souza disse que pretende, inicialmente, conhecer os projetos mais importantes em tramitação na Casa e dar sequência às propostas apresentadas por Gleisi Hoffmann. Com a posse de Souza, o PMDB ampliará sua bancada para 20 senadores, a mesma da legislatura passada.Advogado indicado por Pessuti, Sérgio Souza, vai assumir a cadeira de Gleisi Hoffmann no Senado
jun 08
Se, até ontem, o senador Roberto Requião (PMDB), penava no embate com a então senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), a promessa, agora, é de muita chuva e trovoada com a posse do suplente da petista – que foi escolhida para ocupar a Casa Civil – no Senado. O advogado Sérgio Souza (PMDB-PR), 40 anos, foi uma indicação para a suplência da senadora, do ex-governador Orlando Pessuti (PMDB), a quem o novo diz ter profunda admiração, e garante que não tem nenhum tipo de relação com Requião.
No Paraná, os rompantes de raiva do senador Roberto Requião (PMDB) são comuns e todo mundo já está acostumado que nem liga mais. No entanto, a cena protagonizada pelo peemedebista na tarde de ontem, no Senado, em Brasília, provocou surpresa e indignação nos jornalistas que cobrem o dia a dia no Congresso Nacional, e não estavam acostumados com esse tipo de postura. O fato de ter arrancado o gravador do repórter Victor Boyadjian (e o gravador arrancado por Requião, em foto do jornal O Globo), da rádio Bandeirantes, ficado com o equipamento e devolvido com o cartão de memória “deletado”, pode resultar numa ação pode quebra de decoro parlamentar. Pelo menos é o que anunciaram o Comitê de Imprensa do Senado e o Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal, que prometem ingressar hoje com uma representação na mesa diretora do Senado contra Requião. São eles que decidem se aceitam ou não a reclamação e se acataram o processo é encaminhado para o Conselho de Ética, órgão que delibera sobre punições.
Não é de hoje que Roberto Requião (PMDB), hoje no Senado, dispara contra o presidente da ANTT, Bernardo Figueiredo, e Paulo Bernardo, atual ministro das Comunicações. Na sexta-feira (15), o senador abriu a sua caixa de ferramentas contra Figueiredo, de novo. Desta vez, para “ilustrar” sua oposição à construção do trem-bala São Paulo-Rio que, segundo o peemedebista, é um dos responsáveis pela ideia. Requião classificou Figueiredo como “agente duplo de interesses públicos e privados, dada a frequência com que muda de lado. A quem serve?”, questiona o senador, mencionando o discurso do senador Ricardo Ferraço (PMDB), na quinta-feira (14), que, segundo ele, “desmontou a lógica do projeto”.
O senador por Roraima, Mozarildo Cavalcanti (PDT-RR), é acusado de invadir 2.800 hectares de terra pública pertencente ao Estado, na zona rural de Boa Vista. No dia 1º, a Procuradoria Geral do Estado ajuizou ação na Justiça para reaver a área onde o governo pretende criar um projeto de assentamento para atender agricultores familiares sem-terra. Segundo o presidente do Instituto de Terras de Roraima (Iteraima), Márcio Junqueira, o senador tem um título definitivo de 1.600 hectares denominado TD Boqueirão, na gleba Murupú. Ao longo dos anos, ele teria se apossado de mais 2.800 hectares e agregado à sua fazenda de forma irregular, cercando uma área de 5.400 hectares.
A oposição, DEM e PSDB, pretende entrar no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma ação direta de inconstitucionalidade (ADIN) que questiona a possibilidade de o Executivo fixar por decreto o valor do salário mínimo nos próximos quatro anos. Segundo a Agência Brasil, o líder do Democratas, José Agripino Maia (RN), pretende conversar com o senador Itamar Franco (PPS-MG) para que o seu partido também assine a ADIN.
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), instituiu ontem, a comissão de parlamentares que será responsável pela elaboração da proposta de reforma política. Segundo a Agência Brasil, desde que tomou posse, em 1º de fevereiro, Sarney fez do tema a prioridade para este ano. Integrarão o colegiado 12 titulares e seis suplentes. A comissão será presidida pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ). De acordo com o ato de criação da comissão, caberá ao colegiado analisar as matérias sobre o tema em tramitação no Congresso; realizar audiências públicas com especialistas; elaborar relatórios mensais; e, por fim, apresentar um relatório final, que servirá de base ao projeto que tramitará no Senado. Integram a comissão como titulares os senadores Itamar Franco (PPS-MG); Fernando Collor (PTB-AL); Aécio Neves (PSDB-MG); Luiz Henrique (PMDB-SC); Wellington Dias (PT-PI); Jorge Viana (PT-AC); Demóstenes Torres (DEM-GO); Pedro Taques (PDT-MT); Antonio Carlos Valadares (PSB-SE); e Eduardo Braga (PMDB-AM). Os suplentes serão Humberto Costa (PT-PE); Vital do Rego (PMDB-PB); Waldemir Moka (PMDB-MS); Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP); Ana Amélia (PP-RS); e Vicentinho Alves (PR-TO).