Às 14 horas de ontem, na sede da Petrobras no Rio de Janeiro, foram abertos os envelopes, da esperada licitação no setor de publicidade para a conta da Petrobras, no valor de R$ 250 milhões, por ano, para que as três escolhidas fossem conhecidas. Na disputa, 18 ansiosas agências,e as mais pontuadas foram a curitibana Heads (60,9 pontos de um máximo de 70 pontos), a Dentsu (55,7 pontos) e a carioca Quê (54,6 pontos). Só que mais de duas horas antes, o site da revista Propaganda & Marketing, divulgou o resultado num furo de reportagem. E aí começa o imbróglio. Para evitar possíveis vazamentos ou suspeitas, a Petrobras fizera o que é praxe em concorrências públicas: as propostas não são identificadas. Ou seja, em tese, a comissão julgadora não saberia quem é quem e só na hora da abertura dos envelopes apareceriam os nomes das agências vencedoras. Não foi o que aconteceu. O mercado publicitário está em polvorosa. Todos os derrotados prometem chiar alto com a Petrobras e possivelmente na Justiça. As informações são do blog Radar On-line.
A Associação Brasileira de Propaganda acaba de divulgar um ranking sobre os prediletos da publicidade brasileira. Luciano Huck aparece como o grande favorito, estrelando, este ano, sete campanhas e superando Ivete Sangalo, em segundo lugar (era a campeã de 2008), com cinco campanhas. Em terceiro, Claudia Leite, seguida de Gisele Bündchen. Se, supostamente, Huck cobrou meio milhão (limpos) por cada campanha, embolsou R$ 3,5 milhões em 2009. No caso dele, o cachê varia dependendo do tempo que a campanha ficar no ar – e pode chegar a R$ 1 milhão de cachê. Um ano de contrato, até R$ 2 milhões.
Conforme o prometido, o Sindicato das Empresas de Publicidade Externa do Paraná (Sepex/PR) protocolou hoje de manhã a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a lei idealizada pelo governador Roberto Requião (PMDB), que obriga as empresas de publicidade a traduzirem, para o português, as palavras estrangeiras. O advogado do sindicato, Nivaldo Migliozzi, afirmou que a lei aprovada na Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador, esbarra em diversas inconstitucionalidades. E cita as principais: competência para legislar sobre propaganda comercial e questões sobre a língua portuguesa e a ortografia são exclusivas à União, e não ao Estado; a liberdade de comunicação e criação é assegurada no artigo 5º combinado com os artigos 220 e 224 da Constituição; a lei não distingue expressões de conhecimento geral cuja tradução é desnecessária, como shopping center, playground, happy hour, coffee break, e outros, tratando qualquer estrangeirismo como uma ameaça ao direito do consumidor ou à língua portuguesa. “A própria página eletrônica oficial do Governo do Estado contém expressões estrangeiras, como software, internet, download, sem que isso signifique qualquer dificuldade de compreensão por parte população”.

