Circula na internet divertida enquete para eleger o pardal como novo símbolo do PT: tem em tudo quanto é lugar, não serve para nada, está sempre em cima do muro, só come plantação dos outros, não canta, não trabalha, não faz nada, só anda em bando, é feio e ainda suja as pessoas, os carros – e o País inteiro.
O deputado Professor Lemos (PT) cobrou do governador Roberto Requião (PMDB) promessa feita para mudar modelo de assistência médica ao funcionalismo público, o SAS (Serviço de Atendimento à Saúde). É mais um compromisso assumido e não honrado pelo peemedebista, que contabiliza várias promessas que não passaram de promessa. Vide preço do pedágio (baixa ou acaba), a criação da Caixa Econômica Estadual, enfim, exemplos não faltam. Sobre a saúde, Lemos falou sobre as dificuldades dos funcionários públicos em serem atendidos pelos hospitais. “Quanto menos os hospitais atenderem terão maior lucro. Por isso, os funcionários não conseguem atendimento e, muitas vezes acabam se socorrendo com consultas particulares. O modelo adotado é antigo. Tem mais de 10 anos. O governador Roberto Requião assumiu compromisso de mudar este modelo, e já está se aproximando fim do seu terceiro mandato e precisamos de uma solução para a saúde dos servidores”, pediu o petista.
Com uma pauta de reivindicações em baixo do braço, o deputado Professor Lemos (PT) tem audiência marcada, hoje, com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. O parlamentar foi à Brasília, acompanhado de lideranças de Cascavel e região Oeste do Paraná, entre eles o empresário Marcos Solano e o presidente da Acic (Associação Comercial e Industrial de Cascavel), Marcos Roberto Teixeira. Na pauta do encontro a solicitação de inclusão de recursos no orçamento de 2010, para obras no município de Cascavel e região. Dentre as obras, a duplicação da BR-277 entre Cascavel e Medianeira e também a construção do contorno rodoviário. Outro assunto a ser discutido, será a implantação de uma Unidade do Instituto Federal do Paraná (IFPr), com estrutura e recursos humanos suficientes para o atendimento de qualidade aos moradores de Palmas, no sudoeste do estado. Acompanham o deputado Lemos a professora Dra. Ivania Marini Píton, reitora do Centro Universitário Católico do Sudoeste do Paraná – UNICS e Dom José Antônio Peruzzo, bispo de Palmas. Também serão discutidos recursos humanos para todas as unidades do Instituto no Paraná. A tarde, Professor Lemos acompanha o empresário de Cascavel, Marcos Solano, na assinatura da concessão da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), para a Sol Linhas Aéreas.
Brilhante a comparação que o jornalista Ricardo Noblat faz em seu blog, depois que o senador Aloizio Mercadante (PT) resolveu renunciar à sua renúncia. “O enterro do cantor Michael Jackson, inicialmente marcado para o próximo dia 29, foi adiado para 3 de setembro no mesmo cemitério de Forest Lawn de Glendale, informou hoje um comunicado dos porta-vozes da família. Já o enterro político do senador Aloízio Mercadante, líder do PT, foi antecipado por decisão dele mesmo e ocorreu em Brasília na manhã desta sexta-feira, 21 de agosto. Sem choro, flores e velas”.
Em discurso agora a pouco no Senado, o senador Aloizio Mercadante anunciou que vai permanecer na liderança do PT na Casa. Colocando um ponto final na novela, disse que na conversa com o presidente, ontem, Lula pediu para o petista permanecer no cargo. Mercadante disse que não poderia deixar de atender a solicitação do presidente. É mais um recuo do líder da bancada petista no Senado. Aliás, esta parece ser a sua marca. “Irrevogável”, agora, é sinônimo “vamos conversar”, “talvez”, “sei lá”, “pode ser”…
O senador Aloizio Mercadante pode inaugurar uma nova conotação para a palavra “irrevogável”. Ontem, em seu twitter (microblog), disse que, às 9 horas de hoje, renunciaria à liderança do PT no Senado, em caráter “irrevogável”, por causa da decisão da direção nacional do partido em “ajudar” no arquivamento dos processos contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), no Conselho de Ética. Disse que faria pronunciamento do plenário hoje. Mas, petistas acabam de informar, que o senador não quer mais deixar a liderança do partido no Senado. Disseram que Mercadante conversaria novamente com o presidente Lula, com quem esteve ontem em reunião que durou mais de cinco horas. Pelo jeito, esta será mais uma das idas e vindas do senador, deste que começou a crise no Senado. Analistas afirmam que o senador só quer bônus de ser líder, mas não o ônus de enfrentar assuntos que desagradam e, ao não assumir a responsabilidade pela manobra governista, Mercadante demonstra que o seu discurso é para o eleitor e para ficar bem com a plateia. Se continuar no cargo, vai liderar uma bancada totalmente rachada. Ele ainda não fez o prometido pronunciamento no plenário. E se fizer, falará para uma plateia, conforme a rádio CBN, de não mais de quatro senadores. O Senado não tem quorum.
Os xiitas do PT também fizeram pesadas críticas ao senador Flávio Arns, que anunciou a sua desfiliação do partido, por estar “envergonhado” pelo abandono da bandeira da ética. O deputado cassado José Dirceu e o deputado José Genoino (SP), ambos réus no processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), reagiram com agressividade à decisão do senador Flávio Arns (PT-PR) de sair do partido e expor a situação em que se encontra a legenda frente ao PMDB. Petista histórico, Dirceu, em seu blog, chamou de “patética” a “violência verbal” com que Arns condenou o PT, e insinuou haver interesse eleitoral na decisão do senador. Os petistas chegaram a defender a aliança do Governo Lula com Fernando Collor (PTB-AL) e disseram não ver nada demais na contratação do ex-namorado da neta de Sarney por ato secreto. Genoíno, por sua vez, disse que os senadores criaram confusão sem necessidade. “Flávio Arns foi eleito, em 2002, na onda do Lula. Quer (agora) se candidatar de novo. Algumas pessoas usam a crítica ao PT para se projetar. O PT tem que priorizar o debate do projeto político. O PT está unido e as celebridades do PT têm que saber que o PT é maior que todos eles”, atacou, mostrando o projeto futuro do partido: quer eleger a “companheira Dilma”.
E por falar em Flávio Arns, ontem, em entrevista ao jornal O Globo, o senador fez uma avaliação de seus oito anos no partido. Para ele, o PT se transformou com a necessidade de continuar no poder e, hoje, só enxerga um objetivo: a eleição presidencial de 2010. Arns diz que entendeu como um rebaixamento o fato de senadores do partido terem sido obrigados pelo Planalto a votar pelo arquivamento das denúncias contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no Conselho de Ética. Ligado aos movimentos sociais – Arns é sobrinho do cardeal-arcebispo emérito de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns, e da coordenadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns -, ele também rebateu as críticas de petistas de que ele deixará o partido, porque precisa de votos para renovar o mandato ano que vem. E, em resposta ao presidente Lula, admitiu dificuldade de relacionamento com o Governo nestes anos em questões administrativas.
Primeiro, petistas do Senado se posicionaram a favor de investigar as denúncias contra o presidente da Casa, senador José Sarney (PMDB-AP). Foram enquadrados pelo diretório nacional do partido que, a pedido de Lula, decidiu pelo apoio ao peemedebista, criando mal estar. Depois, o senador Flávio Arns resolveu deixar o PT, dizendo que tem vergonha do partido. Ontem, a senadora Marina Silva também anunciou a sua desfiliação, depois de 30 anos de militância. Agora, o senador Aloísio Mercadante diz que vai deixar a liderança do PT no Senado. A coisa está feia para os lados do PT. Mas, mesmo assim, e com a casa caindo na sua cabeça, o presidente Lula, em entrevistas à rádios do Rio Grande do Norte, hoje, negou que haja crise no PT e completou afirmando que o partido “continua forte e com muitas possibilidades”. Talvez, o partido esteja no seu inferno astral…






