Já está marcado para o próximo dia 19, o primeiro encontro da presidente eleita, Dilma Rousseff, com a cúpula do PT, que será realizado em um hotel de Brasília e contará com a presença de governadores do partido. A reunião, que acontece seis dias depois de Dilma voltar da viagem a Seul, onde participa da reunião do G-20 ao lado do presidente Lula, é para tratar de cargos e diretrizes do novo governo. Dilma será a convidada de honra da última reunião do ano do Diretório Nacional do PT. Segundo a Agência Estado, o inventário para a herdeira de Lula já começou a ser preparado pelas correntes do PT, que hoje comanda 17 dos 37 ministérios. Um dia antes do encontro haverá a reunião da Executiva do partido, para alinhavar as propostas. Oficialmente, Dilma comparecerá ao Diretório Nacional apenas para agradecer os companheiros pelo trabalho na campanha presidencial, a primeira sem Lula na chapa, nos 30 anos da legenda. Na prática, o PT quer aumentar seus assentos na Esplanada dos Ministérios, e está de olho em cadeiras hoje dirigidas pelo PMDB, como Saúde e Comunicações, e também pretende avançar sobre diretorias da Petrobras e da nova Petro-Sal, que ainda não saiu do papel. Comunicações é uma pasta que ganhará musculatura com o Plano Nacional de Banda Larga. Na seara doméstica, o posto mais cobiçado pelas duas principais alas do PT, hoje, é o do ministro da Educação, Fernando Haddad. Desgastado após uma sucessão de erros cometidos na aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), Haddad não deverá integrar a equipe de Dilma, embora Lula tenha saído em sua defesa. “É natural o anseio para manter e até ampliar os espaços no governo, mas ninguém vai estabelecer posições impositivas”, amenizou o presidente do PT, José Eduardo Dutra.
Resolução política do PT, aprovada na sexta-feira passada, ataca a imprensa e afirma que a disputa será marcada por “golpes baixos” e “tentativa de manipulação dos meios de comunicação”, informa hoje o jornal O Globo. O documento afirma que a oposição e seus “apoiadores nos meios de comunicação” tentarão influenciar o resultado da eleição. Também conclama a militância a transformar os esforços da chapa Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB) em uma campanha de massas, e a insistir na comparação entre os governos de Lula e Fernando Henrique Cardoso. O documentou resultou da reunião do Diretório Nacional do partido, semana passada, em São Paulo, e foi divulgado no site do PT. Na mesma reunião, foi decidida a intervenção no diretório regional do Maranhão para garantir o apoio à reeleição de Roseana Sarney (PMDB) para o governo. O diretório regional havia optado pelo apoio a Flávio Dino (PCdoB).
Em comunicado distribuído à imprensa, os secretários do governador Roberto Requião (PMDB), Lygia Pupatto (Ciência e Tecnologia) e Valter Bianchini (Agricultura), dizem que deixam o Governo, mas não aprecem muito felizes com a ideia da executiva do PT do Paraná de romper com o governo. “Temos um orgulho muito grande da nossa participação neste Governo. Procuramos exercer nossa função com dignidade e de acordo com as diretrizes do nosso partido e de governo, implementando projetos que, em nosso entendimento, contribuem para o desenvolvimento de nosso Estado; Prepararemos uma transição responsável para a continuidade dos projetos e programas de nossas Secretarias por um dever de lealdade e porque deve prevalecer, mesmo nos momentos de crise, acima de tudo o interesse público”, diz a nota. Em um trecho, Lygia e Bianchini asseguram que vão acatar a determinação do partido, mas temem que a decisão possa influir eleitoralmente na campanha de Dilma Rousseff (ministra da Casa Civil) à Presidência da República. “Isso não invalida o fato de que deveremos continuar discutindo dentro do partido decisões como esta, que podem influir de forma decisiva no seu projeto maior, que é a continuidade das políticas do Governo Lula para o nosso País”, afirmam.
O deputado Tadeu Veneri (PT) falou a pouco sobre a decisão do partido em abandonar o barco do Governo Roberto Requião (PMDB). Conta que a decisão da executiva petista divulgou nota, hoje, para que os que tiverem cargos na administração pública do Estado, que deixem o posto. O que Veneri questiona é até que ponto essa decisão é prática. Diz a nota que o PT deixa o Governo, em termos, mas não a base aliada na Assembleia Legislativa. Como é isso? O petista também estranha essa posição, e diz que se o PT decidiu o óbvio é que as pessoas deixem o Governo, assegurando que não se sente constrangido, porque, nesses sete anos, nunca teve nenhuma indicação. “Particularmente, essa situação limite já aconteceu algumas vezes. Já fizemos esse debate. Também já tivemos algumas denúncias pesadas. Uma delas contra o deputado federal André Vargas, enquanto ele ocupava a presidência do PT, que foi acusado de ter uma fazenda com pessoas acusadas de tráfico de drogas. O governador sempre fez esse tipo de acusação e, por diversas vezes, falamos sobre isso”, atirou. Veneri não entende como o partido pode deixar o Governo, mas continuar dando sustentação à base governista na AL. “Quando o governador Roberto Requião faz acusação grave, caberia a ele levar ao Ministério Público Federal (MPF) que, se entender que deve tomar providências, vai tomá-las. Mas, se as denúncias forem infundadas, que também tome as providências que julgar necessárias. E que esta situação nos sirva, não de lição, mas de aprendizado”, pontua. Do outro lado da rua, o governador Roberto Requião (PMDB) fala em fazer um levantamento de quantos petistas têm cargos no Estado. Fala em 600. Mas, Tadeu Veneri aposta que nenhum deles vai deixar os seus cargos… Enfim, a novela continua…
E por falar em PT, o presidente do partido, deputado estadual Ênio Verri, disse a pouco na Assembleia Legislativa, que a legenda ainda não decidiu se os secretários que ocupam o Governo Requião – Lygia Puppato (Secretaria de Ciência e Tecnologia) e Valter Bianchini (Agricultura) – deixam agora, ou não, em razão dos “ataques” do governador Roberto Requião (PMDB) ao ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Decidiram que não vão decidir, ainda. Vai ficar para amanhã e, assim, vão enrolando até o final do tempo que têm que ficar: 03 de abril.
Um morto que “votou” nos dois turnos do Processo de Eleição Direta (PED) do PT está na pauta da reunião de hoje da executiva regional do partido no Rio de Janeiro, que examinará impugnações ao processo que deu ao deputado federal Luiz Sérgio a presidência estadual da legenda. Segundo a Agência Estado, mais de dois anos depois de ter sido enterrado, em abril de 2007, o falecido “assinou” as listas de eleitores das duas rodadas de votação – com letras totalmente diferentes. De acordo com certidão de óbito registrada no cartório da 13ª Circunscrição do Registro Civil de Pessoas Naturais, o eletricitário Omenir da Cruz Cortopassi morreu às 22 horas de 9 de abril de 2007 na Casa de Saúde Nossa Senhora do Carmo, em Campo Grande. As causas foram choque neurogênico e acidente vascular encefálico hemorrágico, segundo atestado do médico Rafael Klas R. Leal. Cortopassi morreu aos 62 anos e foi enterrado no Cemitério de Campo Grande, mas consta como votante nas listas da 43ª zonal do PT do Rio, no primeiro turno, no dia 22 de novembro, e no segundo, em 6 de dezembro, em Campo Grande.
O primeiro suplente de deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT) no Paraná, Dilto Vitorassi, pede ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que reconheça a justa causa para que ele possa deixar o partido sem perder seus direitos como suplente. Ele explica que é filiado ao PT desde 1987, tendo se candidatado duas vezes a deputado estadual, duas vezes a vereador e duas vezes a deputado federal. Além disso, exerceu a presidência da Câmara Municipal de Foz do Iguaçu por dois anos e também o mandato de deputado federal por pouco mais de um ano, ambos como suplente. Vitorassi alega que em 2009 passou a ter problemas dentro do partido por “divergir da tática eleitoral para candidatura do prefeito da cidade”, quando optou por candidatura própria da legenda, em vez de apoiar o candidato da coligação. Entre os prejuízos que o suplente alega, estaria a sua suspensão da presidência do partido na região, além da proibição de se manifestar como filiado em reuniões. De acordo com o pedido, ele sofre perseguição dentro da agremiação. No processo, ele afirma que o partido “está fugindo à ideologia da qual sempre foi defensor, num claro desvio de conduta”. Além disso, afirma ter sofrido grave discriminação pessoal. Vitorassi pede ao TSE que reconheça a justa causa para se desfiliar do partido sem perder o direito de primeiro suplente, caso seja chamado para ocupar cargo de deputado federal.
Do Giba Um:
O sindicalista João Vaccari Neto, presidente da Bancoop, cooperativa habitacional dos bancários investigada pelo Ministério Público, homem de confiança de Ricardo Berzoini, cuidará das finanças do PT nas eleições do ano que vem. Ex-dirigente da CUT, hoje ele faz parte do Conselho de Administração de Itaipu e também foi alvo da Polícia Federal em 2006 por suposto envolvimento na tentativa de compra de dossiês anti-tucanos. É amigo pessoal de Lula desde a fundação da CUT.
Circula na internet divertida enquete para eleger o pardal como novo símbolo do PT: tem em tudo quanto é lugar, não serve para nada, está sempre em cima do muro, só come plantação dos outros, não canta, não trabalha, não faz nada, só anda em bando, é feio e ainda suja as pessoas, os carros – e o País inteiro.
O deputado Professor Lemos (PT) cobrou do governador Roberto Requião (PMDB) promessa feita para mudar modelo de assistência médica ao funcionalismo público, o SAS (Serviço de Atendimento à Saúde). É mais um compromisso assumido e não honrado pelo peemedebista, que contabiliza várias promessas que não passaram de promessa. Vide preço do pedágio (baixa ou acaba), a criação da Caixa Econômica Estadual, enfim, exemplos não faltam. Sobre a saúde, Lemos falou sobre as dificuldades dos funcionários públicos em serem atendidos pelos hospitais. “Quanto menos os hospitais atenderem terão maior lucro. Por isso, os funcionários não conseguem atendimento e, muitas vezes acabam se socorrendo com consultas particulares. O modelo adotado é antigo. Tem mais de 10 anos. O governador Roberto Requião assumiu compromisso de mudar este modelo, e já está se aproximando fim do seu terceiro mandato e precisamos de uma solução para a saúde dos servidores”, pediu o petista.

