O processo eleitoral brasileiro pode virar a “casa da mãe Joana”, caso a reforma eleitoral, aprovada neste mês pela Câmara dos Deputados, for confirmada no Senado. O texto representa a anistia para cerca de 51 mil políticos, que concorreram nas eleições municipais do ano passado e não prestaram contas, como manda a lei. São 14% dos candidatos do Brasil, mas, em alguns Estados, a proporção é bem maior, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No Amapá, por exemplo, 35,8% dos 1.494 candidatos a prefeito e vereador, em 2008, descumpriram a norma de apresentar a prestação de suas contas de campanha nos 30 dias seguintes ao pleito. Boa parte deles correria o risco de se tornar inelegível, já que o TSE entende que um candidato só pode concorrer numa eleição se tiver contas de campanhas anteriores aprovadas.
