Em entrevista a rádios comunitárias na manhã de hoje, no Palácio do Planalto, o presidente Lula voltou a defender regras de regulação dos meios de comunicação, e pediu que todos os setores estejam atentos e presentes às discussões que vão se estabelecer nos próximos dois anos para a criação destes marcos. Isso para que nenhum dos lados saia beneficiado e se chegue a um bom termo no texto. Segundo a Agência Estado, Lula fez de conta que não sabia que o seu atual ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, já foi escolhido pela presidente eleita, Dilma Rousseff, como novo ministro das Comunicações, e disse que ela certamente vai escolher alguém para a pasta que “tenha também uma afinidade com a necessidade de democratização nos meios de comunicação”. No final da entrevista de mais de uma hora, um dos radialistas perguntou a Lula se ele achava que as rádios comunitárias “derrubavam avião ou tubarão”, em uma referência implícita aos grandes grupos de comunicação. “Eu sinceramente não sou técnico especialista para dizer se rádio comunitária derruba avião. Obviamente que qualquer rádio que interferir no sistema do avião pode criar um problema. Mas eu acho que hoje ela preocupa muito mais o tubarão do que um avião”, respondeu Lula. Na entrevista, os grandes meios de comunicação foram alvo de ataques de Lula e dos representantes das rádios comunitárias escolhidos para participar do encontro. Para o presidente, ainda há um monopólio das telecomunicações no Brasil. Depois, ressaltou, se contradizendo, ao comentar que “nós avançamos no ponto de vista da democratização porque nós não temos mais o monopólio de um jornal ou um canal de TV. Está mais pulverizado e já é um sinal importante”, afirmou ele, ao lembrar que, quando chegou ao Planalto, ouviu muita reclamação porque decidiu “democratizar” e “regionalizar” a publicidade do Governo, quando houve um salto de 499 para 8010, os meios de comunicação que recebem dinheiro do Governo. “Tinha um pequeno grupo acostumado a comer sozinho e quando você reparte, as pessoas reclamam”, comentou, dizendo que não é possível que uma pessoa no Nordeste seja obrigada a assistir a programa de São Paulo porque só tem TV parabólica. “Daqui a pouco no Nordeste, os companheiros vão esquecer de falar macaxeira e vão falar só aipim”, ironizou. De acordo com o presidente, depois da Conferência Internacional de Comunicação, em novembro, realizada em Brasília, “ficou claro pra todo mundo que no mundo inteiro tem regulação, que tem algum tipo de regulação (dos meios de comunicação)”, e que será possível, com esta discussão, “conquistar muitas coisas na elaboração deste marco regulatório”. Segundo Lula, o novo Ministério das Comunicações, vai estar diante de um novo paradigma de discussão de comunicação, e insistiu na participação das rádios comunitárias neste debate para a elaboração do novo texto.
Segundo a colunista Mônica Bergamo, da Folha de s. Paulo, o presidente Lula fará um pronunciamento amanhã, em rede nacional, para falar sobre as eleições. O Governo já comunicou as emissoras de televisão para que reservem o horário das 20h para transmitir as palavras dele. O discurso está sendo preparado no Palácio do Planalto. Lula festejará o comparecimento pacífico dos eleitores às urnas e a consolidação da democracia brasileira. O tom não será de despedida completa, pois o presidente pretende falar outras vezes antes de se despedir do cargo.
É bonito isso? Depois do chororô para conceder reajuste de 7,7% aos aposentados, ontem, o presidente Lula nem se coçou para sancionar o aumento salarial para os funcionários da Câmara de 15%, em média, para os concursados, e de 33%, em média, para os que entraram sem concurso público. Diz a Agência Estado, que os servidores terão direito ainda a um adicional de especialização, que poderá significar em torno de mais 30% de acréscimo salarial. O beneficio beneficia 6.830 funcionários, 3.300 concursados, 1.300 nomeados sem concurso público e 2.030 aposentados. O impacto desse aumento poderá chegar a meio bilhão de reais por ano. Com o reajuste, o menor salário sobe dos atuais R$ 3.427 para R$ 4.340 e o maior salário vai de R$ 13.185 para R$ 17.352, sem contar com o adicional de especialização. Esse acréscimo segue uma tabela de pontuação, na qual cada ponto significa 5% a mais sobre o salário, limitado por lei, a 30%. O funcionário pode acumular pontos com cursos de especialização feitos na própria Câmara e o projeto sancionado não faz distinção se essa especialização foi feita antes ou depois da entrada do funcionário na Casa. Os consultores legislativos, considerados a elite da Casa, têm uma gratificação agregada ao salário. Com o reajuste, os vencimentos deles subirão de R$ 18,9 mil para em torno de R$ 22 mil. No caso dos funcionários que entraram sem concurso público, o reajuste médio foi de 33%. O adicional de especialização não é estendido a esse grupo, conhecido por CNE (Cargo de Natureza Especial). Esses salários vão subir de R$ 1.952 para R$ 2.603, no caso do mais baixo, e de R$ 10.307 para R$ 15.212, o maior. De acordo com informações obtidas na Câmara, Lula vetou o artigo que dava carta branca à Mesa da Câmara para alterar os salários, por meio da tabela de gratificação, sem a necessidade de aprovar uma lei para isso. A sanção do projeto com os vetos foi publicada hoje no Diário Oficial. O aumento vale a partir de 1º de julho.
O presidente Lula surpreendeu os brasileiros hoje, de novo. Desta vez, sensibilizado com o “aperto” que passam alguns jogadores de futebol, o petista resolveu enviar um projeto de lei para o Congresso Nacional, que prevê que o Governo pague um bônus de R$ 100 mil, além de um complemento de pensão para igualar ao valor do teto máximo das aposentadorias, que é de R$ 3.416,00. O anúncio do benefício provocou reações. A campeã olímpica de salto em distância, Maurren Maggi disse hoje que gostaria que o governo brasileiro desse aos medalhistas olímpicos o mesmo benefício que dará aos campeões mundiais do futebol. Segundo a Agência Estado, alguns jogadores que ganharam a Copa já faleceram e o benefício será destinado aos familiares. “Acredito que essa lei deveria ser estendida a os outros esportes”, declarou a campeã olímpica durante evento do anúncio de patrocínio da Nestlé à seleção brasileira de futebol – Maurren também recebe patrocínio da empresa multinacional. “Outros atletas que ganharam medalhas, os mais antigos mesmo, passam por necessidades. Seria legal ver um reconhecimento com eles também”, disse. Com a medida do governo brasileiro, Pelé, por exemplo, será um dos beneficiados. “A ideia é excelente, principalmente para atletas que disputaram o Mundial e passam por problemas”, declarou o ex-jogador, que não disse se aceitará o benefício. “Mas eu também não sou rico”, completou.
Às vezes, dá até vergonha de ser brasileiro. Principalmente quando o presidente Lula resolve mostrar que “entende” das coisas e do mundo. Pois não é que, hoje, o presidente petista provocou uma situação embaraçosa quando, ao lado do presidente russo, Dmitri Medvedev, comentou que passou “grande parte da sua juventude sendo contra a invasão da Rússia no Afeganistão”. Lula contou ainda que leu um artigo do ministro da Agricultura afegão dizendo que “a paz no Afeganistão chama-se Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária)” porque “no dia que existir uma empresa agrícola como esta, que produza alimentos para aquele povo, haverá paz no Afeganistão”. Por isso, afirmou, estava mandando os técnicos brasileiros para lá. Tem dó. As informações são do Estadão.com.br.
Diz a Constituição que a edição de Medidas Provisórias, exclusiva para presidentes da República, só deve ser usada em situações de emergência. Porém, assim como ignora a lei eleitoral, o presidente Lula bate recorde na edição de MPs. Segundo Cláudio Humberto, nos últimos 88 meses, o petista se transformou no recordista absoluto na edição de medidas provisórias: até agora foram 385. Mesmo considerando a reedição ilimitada de MPs, banida pela emenda nº 32, de 2001, o presidente Lula ainda vence o ex-campeão Itamar Franco, que se utilizou do instrumento 363 vezes. As MPs do presidente Lula já trataram da exportação de diamantes e da criação de estatais e cargos. Temas que não caracterizam “situação de emergência”. Os ex-presidentes José Sarney e Fernando Collor editaram 125 e 89 medidas provisórias cada, segundo levantamento do Diap.
A aparição do presidente Lula em rede nacional, no rádio e na televisão, por conta de mensagem aos trabalhadores no 1º de maio, continua rendendo. Diz o colunista Giba Um que, em seu pronunciamento, Lula falou muito sobre a herança que está deixando de um modelo de desenvolvimento socialmente mais justo. O cenário era a biblioteca que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) deixou de herança na Presidência e que Lula jamais freqüentou.
A revista norte-americana Time colocou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no topo de sua lista das pessoas mais influentes do mundo, divulgada hoje no site da publicação. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, aparece em quarto no levantamento, realizado anualmente. Em texto assinado pelo documentarista norte-americano Michael Moore, a Time qualifica Lula como “um filho legítimo da classe trabalhadora da América Latina” e lembra alguns aspectos de sua trajetória. A reportagem da revista nota que Lula decidiu entrar na política após perder a esposa no oitavo mês de gravidez, junto com o bebê, por não ter como bancar “um serviço médico decente”. “Há uma lição aqui para os bilionários do mundo: deixem as pessoas terem um bom sistema de saúde, e elas darão muito menos trabalho para vocês”, defendeu a Time. “O que Lula quer para o Brasil é o que nós costumávamos chamar de Sonho Americano”, afirmou Moore. O ranking da Time é dividido em alguns tópicos e Lula lidera na categoria Líderes (além de ser o primeiro da lista geral). Outros políticos citados entre os líderes são Obama, em 4º, o primeiro-ministro japonês, Yukio Hatoyama, em 7º, e a presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Nancy Pelosi, em 8º lugar. Entre os “Heróis”, o topo ficou para o ex-presidente dos EUA Bill Clinton, elogiado por seu papel como enviado da ONU no Haiti desde 2009. Da Agência Estado.
As gafes do presidente Lula estão percorrendo o mundo, por meio de jornais internacionais, que não perdoam o brasileiro. Segundo Giba Um, o Financial Times, entre outros jornais europeus, faz novo ataque às gafes cometidas, no cenário internacional, pelo presidente Lula, envolvendo os recentes episódios de Cuba e Irã e diz que “a política do arco-íris está chegando ao fim e pode minar os planos do Brasil conquistar um assento no Conselho de Segurança da ONU”. Mais adiante, garante que “as gafes abalaram a imagem encantada do Brasil e seu presidente, transformando um gigante político num pigmeu moral”.


