De um lado, deputados peemedebistas, apostando na sua bancada mais numerosa na Assembleia Legislativa (13), diz que só vai compor com o Governo Beto Richa se o PMDB puder indicar um nome para ocupar a primeira-secretaria na mesa diretora da Casa, encabeçada pelo deputado Valdir Rossoni (PSDB), que será eleita em fevereiro. Se a imposição não for aceita, já que o deputado tucano está dando preferência para o DEM – partido da base do novo Governo e que teria sido o primeiro a apoiar a candidatura de Rossoni à presidência da Assembleia Legislativa – os peemedebistas prometem se bandear para a oposição. De outro lado, porém, tem deputado do PMDB que afirma que a coisa não é bem assim. “Se acenarem para nós com qualquer cargo, na mesa diretora da Assembleia, ou até mesmo no segundo escalão do Governo, estaremos na bancada governista. Se não for assim, não é o nosso PMDB, que é reconhecido como um partido governista, independente do partido que esteja no poder”, resumiu.
Na semana passada foi o site do PT que ficou fora do ar por 24 horas, por invasão de hackers. Agora, foi o site do PMDB, segundo informa o G1. A frase “o site dos corruptos” aparecia na página inicial. O usuário era rapidamente direcionado para outra página com um texto intitulado “40 propostas para o Brasil” com uma bandeira do País. No topo, um recado: “aos corruptos de plantão”. O texto estava dividido em 40 tópicos em seis áreas: educação, meio ambiente, economia, liberdade de imprensa, democracia, raça e pobreza e megacidades. Ao final da página, o autor da invasão deixou a mensagem “contrate um hacker” e uma crítica a outro suposto hacker. A assessoria do PMDB informou ao G1 que o partido estava tentando localizar a empresa responsável pelo site para retirar a página do ar. Às 23h07, a página do partido já aparecia com o aviso de manutenção.
PMDB resolveu pensar. Eis aí uma notícia: o partido que se confunde com a política do pragmatismo cego está disposto a apresentar sua visão sobre o futuro do Brasil. A legenda que virou sinônimo de oportunismo e fisiologia no País, segundo o jornal Folha de S. Paulo, teria percebido agora que lhe falta um lastro (ou lustro) doutrinário. Ora, o PMDB não precisa de um programa de governo, mas de um manual de conduta. Ainda assim, Michel Temer encomendou ao partido um texto que não seja de “extremos”, e sim “moderado para o Brasil”. É até divertido o contraste entre uma prática tão voraz e a retórica da “moderação”. Além disso, a ideia de que o aliado servirá de freio a eventuais radicalismos do PT, na formulação do governo Dilma Rousseff, soa apenas como manobra diversionista para desviar das reais motivações de uma aliança que Ciro Gomes batizou de “roçado de escândalos”. A escassez de ideias, de bandeiras e de lideranças não é, no caso do PMDB, um problema, mas a condição para que ele seja o que é.
As declarações do deputado Stephanes Júnior (PMDB) contra o PT – ele disse que o PT “é coisa do diabo e não serve para nada” – indignou, não só o prefeito da Lapa, Paulo Furiati (PMDB), a quem deu alguns safanões, mas outras figuras da política brasileira. Segundo o jornal O Globo, a divulgação no YouTube de um vídeo com as declarações de Júnior vai ser usada pela cúpula do PMDB, na Câmara, para barrar a indicação do nome de José Gerardo Fontelles para o Ministério da Agricultura. A indicação foi feita pelo atual ministro da pasta e pai do deputado, Reinhold Stephanes, que deixará o cargo no início de abril para disputar as eleições deste ano. Para o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o ministro perdeu as condições de permanecer no cargo, e mesmo de indicar seu sucessor, diante do comportamento do filho. “Fazer um ataque deste ao PT é um absurdo. Sou totalmente solidário ao partido. Se o ministro Stephanes não consegue controlar nem o próprio filho, não tem condições de continuar sendo ministro e nem de indicar seu sucessor”, disse Cunha. (Comentário do jornalista Ricardo Noblat: O ex-ministro Tarso Genro, da Justiça, nunca controlou, nem pretendeu controlar sua filha Luciana Genro, do PSOL, autora de críticas contundentes ao PT e ao governo em diversas ocasiões. É primarismo de Cunha e de outros chefetes do PMDB na Câmara querer usar o filho do ministro para impedir a nomeação de alguém indicado pelo ministro).
O deputado Nereu Moura (PMDB) acabou de deixar a tribuna da Assembleia Legislativa, onde falava com paixão do encontro do PMDB realizada no sábado. Entre um elogio e outro ao partido, deixou escapar um pedido de voto para o número 15, do PMDB. Isso não é propaganda antecipada?
“Ao contrário do que publicou em alguns blogs, o deputado Stephanes Júnior [PMDB] bateu no prefeito Paulo Furiati [PMDB], e não teria apanhado dele”. A afirmação é do deputado Waldyr Pugliesi, presidente estadual do PMDB, ao contar a verdadeira história sobre a briga de Furiati e Stephanes Júnior, no encontro do partido, no sábado (13), no Jokey Clube de Curitiba. Stephanes disse que não entendeu, até agora, a provocação, de Furiati, que cobrou as razões pelas quais o deputado agredia o PT, e que seria ingratidão, já que o seu pai, Reinhold Stephanes, era ministro [Agricultura] do PT. “Respondi que era essa a razão pela qual eu não falava exatamente tudo o que pensava do PT. E sem motivo algum, ele [Furiati] avançou para cima de mim e apenas reagi”, disse, contando que levou um tapa no rosto e, como reação, imobilizou e distribuiu socos. Só não bateu mais, segundo ele, porque a turma do “deixa disso” interveio e tirou o deputado de cima do prefeito, que já estava machucado. É bom lembrar que Stephanes é campeão de judô. Furiati mexeu com a pessoa errada.
A dezessete dias de assumir o comando do estado, o vice-governador Orlando Pessuti teve, sua candidatura ao governo nas eleições deste ano ungida pelo governador Roberto Requião (PMDB), durante a última das dez reuniões realizadas pela direção estadual do partido para construir o projeto de candidatura própria do partido. Na reunião realizada no Jockey Club do Paraná, em Curitiba, o tom foi dado por Requião que, não apenas avisou ao PMDB que o candidato é Pessuti “e ponto final” , como também confirmou que vai mesmo é concorrer ao Senado. E para não deixar dúvidas de que está mesmo avesso a qualquer tendência de apoiar outra candidatura que não a do partido, também anunciou que o PMDB vai disputar as duas vagas ao Senado. A segunda candidatura poderá ser do ex-deputado estadual e ex-presidente do PMDB do Paraná Renato Adur, anunciou o governador. Pela primeira vez, Requião admitiu que a empreitada de ser candidato à presidência da República fracassou. Ele disse que mantém a pré-candidatura para poder apresentar um programa de governo, mas destacou que já conhece como irá terminar essa discussão no plano nacional. “Eu sei que lá já está tudo dominado. Está tudo vendido”, atacou o governador, manifestando sua revolta contra a condução que a direção nacional do partido deu ao processo de negociação da aliança com o PT nas eleições presidenciais. Ontem, Requião reafirmou que seu apoio irá para a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à sucessão do presidente Lula. “Nós se finge de leitão para mamar deitado”, repetiu Requião para os mais de mil filiados que participaram da reunião. Do Paraná Online.
Afastado da presidência do PMDB de Curitiba por alguns dias, Doático Santos voltou, por força de decisão judicial, com carga renovada à cena partidária, e criando polêmica. Desta vez, está propondo a renúncia coletiva da diretoria do diretório paranaense do partido, que tem à frente o deputado Waldyr Pugliesi. Conhecido como criador de caso, Santos propõe um movimento “Requião 2010”, cuja largada está marcada para amanhã, com a intenção de afastar a atual diretoria peemedebista e “colocar” o governador Roberto Requião como presidente do partido, para conduzir as eleições deste ano. Em nota, Santos diz que fez uma chamada geral aos militantes para dar a largada ao movimento. “Queremos reunir um grande contingente em torno da liderança do governador. Nossa intervenção direta e no Paraná e, para isso, é muito importante que o Requião esteja na direção do partido. Ele é nossa maior liderança e o fato de ele ter ascendência direta sobre a estrutura partidária é importante para esse papel que queremos que ele tenha, de mobilizar a sociedade paranaense na campanha eleitoral”, diz, apostando que a maioria dos peemedebistas quer Requião na condução do partido. Por sua vez, Pugliesi ironiza a mobilização, dizendo que os “cabeças” desse movimento poderiam empregar toda essa energia na construção da candidatura do vice-governador Orlando Pessuti, ao Governo do Estado, e não usar essa força para destituí-lo do cargo. “Por que não fazem uma chamada geral para mobilizar o partido em torno da candidatura do Pessuti?”, sugere.
Amanhã, peemedebistas desembarcam em Londrina para a sexta reunião regional com lideranças de partidos aliados, prefeitos e vice-prefeitos, deputados, ex-prefeitos, vereadores e suplentes, militantes e membros de diretórios municipais. Os encontros, de um total de 10, darão a base para a formatação do programa do partido e para definir o vice da chapa de Orlando Pessuti, pré-candidato do PMDB ao Governo do Estado. Mais de cinco mil peemedebistas já participaram dos encontros nas regiões de Cascavel, Jacarezinho, Guarapuava, Pato Branco e Ponta Grossa. A reunião em Londrina está programada para às 10h no salão da Sociedade Rural do Paraná, o Parque de Exposições Ney Braga, localizado na Avenida Tiradentes, 6275.




