Hilário. Agora a pouco, ao divulgar as “atrações” da “Escolinha” de hoje, o governador Roberto Requião (PMDB), anunciou o lançamento de um selo comemorativo pelo aniversário do Porto de Paranaguá. Ao superintendente dos Correios, Requião sugeriu: “lancem um selo com a figura do Paulo Bernardo [ministro do Planejamento], que é dono do PT”. Mágoas?
Os três políticos paranaenses fazem parte de partidos da base aliada do governo federal, mas Osmar Dias e Paulo Bernardo são desafetos de Requião. Paulo Bernardo, aliás, protagonizou recentemente uma briga com Requião, o que acabou resultando no rompimento – mesmo que apenas no papel – do PT estadual com o governador. Do Notas Políticas, da Gazeta do Povo.
O governo do estado admitiu ontem, por meio da sua assessoria de imprensa, que as recentes declarações do governador Roberto Requião (PMDB) contra o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, foram apenas políticas. Requião acusa Bernardo de ter proposto o superfaturamento de uma obra ferroviária no estado com o objetivo de beneficiar a si próprio e a empresa América Latina Logística (ALL). Apesar da gravidade da acusação, o governador não pretende encaminhar a denúncia contra o ministro ao Ministério Público Federal (MPF). O Ministério Público Federal informou ontem que irá pedir as fitas do programa à TV Educativa e irá analisar duas situações: a primeira diz respeito ao fato de Requião estar proibido pela Justiça de usar a emissora estatal para fins de autopromoção, ou para ataque a adversários políticos. A segunda, sobre as acusações feitas pelo governador a Paulo Bernardo. De acordo com o MPF, se existir elementos que comprovem a denúncia, o material será encaminhado à procuradoria federal que cuida da área de patrimônio público. As informações são da Gazeta do Povo.
A denúncia do governador Roberto Requião (PMDB), de um suposto superfaturamento na construção de um trecho de ferrovia entre Guarapuava e Ipiranga pode parar nos tribunais. Requião garantiu, na “Escolinha”, que a obra não sairia por mais de R$ 150 milhões, mas que o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que o trecho custaria R$ 550 milhões. Depois do bate-boca pela imprensa, vieram as notas oficiais e, agora, com o ministro negando as acusações e dizendo que pretende acionar o governador judicialmente. Ontem, Bernardo pediu à direção da TV Educativa, por meio de ofício, uma cópia em DVD da “Escolinha” da última terça-feira (23) e, com base nas imagens, ele vai decidir se processa ou não Requião por calúnia e difamação. Para Paulo Bernardo, o motivo das acusações do governador é a pré-candidatura de sua mulher, Gleisi Hoffmann (PT) ao Senado, onde o peemedebista também pleiteia uma cadeira e a ideia, segundo o ministro, é tirar a petista da disputa. Outros, porém, afirmam que a motivação para a denúncia seria outra. Requião teria ficado irritado com as declarações do ministro, afirmando o governador não se articulava para buscar recursos federais. Há aqueles, ainda, que justificam a postura de Requião a uma razão para provocar o rompimento com o PT e uma possível aproximação com o PSDB, em torno da candidatura do tucano Beto Richa, ao Governo do Estado, nas eleições de outubro. O assunto promete novos desdobramentos.
O bicho está pegando na Assembleia Legislativa. O deputado Ênio Verri (PT) acabou de deixar a tribuna, onde simplesmente desancou o governador Roberto Requião (PMDB). Interessante é que Verri ocupou, por 7 anos, a Secretaria de Planejamento do Governo do Estado, mas não gostou nem um pouco das declarações do peemedebista, na manhã de hoje, na “Escolinha”. Requião disse que o ministro Paulo Bernardo e um diretor da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) queriam o apoio dele para a construção de um trecho de estrada de ferro, entre Guarapuava e Ipiranga, com investimento de R$ 500 milhões e que, segundo ele, estavam superfaturadas, já que não chegaria a R$ 150 milhões. Verri leu uma nota de Paulo Bernardo, que não poupou das críticas ao governador, chamando-o de mentiroso entre outras coisas. “O governador faltou com a verdade ao afirmar que o valor do projeto seria de R$ 150 milhões. Esse número nunca chegou a ser colocado em nenhuma ocasião”, rebateu o ministro, ao detalhar a obra que, até hoje, não teve continuidade. Para o deputado Ênio Verri, esse tipo de posição não contribui em nada para o Paraná. “Não contribui para o desenvolvimento humano. E isso não pode ficar assim”, reagiu. O deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), líder do Governo na AL, bem que tentou, mas por falta de tempo, não pode defender o governador. Então, passou a bater boca com Verri. Era um dando de dedo ao outro…
“Quanto recebeu a Gazeta (do Povo) para fazer isso?”. Do governador Roberto Requião (PMDB), agora a pouco na “Escolinha”, ao afirmar, com todas as letras, que o ministro Paulo Bernardo, do Planejamento, fez “um grande repasse” para a Gazeta do Povo. “Deixamos de gastar em publicidade para acabar com o jogo de pressão, que consiste em falar mal para, depois, mandar a fatura. Depois do repasse do Paulo Bernardo, a Gazeta do Povo faz páginas e páginas tentando desestabilizar e desqualificar o Governo”, disparou.
Ainda apontando a artilharia contra o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, o governador Roberto Requião, na “Escolinha” disse que convidou os senadores paranaenses, “que também foram agredidos”, para discutir a postura do ministro. Afirmou que convidou os senadores tucanos “Osvaldo” Arns – depois consertou dizendo Flávio Arns – e Álvaro Dias para discutirem o assunto na “Escolinha”. “Essa é a minha posição e do vice-governador Orlando Pessuti. Queremos saber qual é a posição dos outros? Essas negociatas só servem para financiamento de campanha”, atirou.
Agora a pouco, ao abrir a Escola de Governo, no auditório do Museu Oscar Niemayer (MON) o governador Roberto Requião (PMDB) fez grave denúncia envolvendo o ministro Paulo Bernardo, do Planejamento. Ele ainda está “magoado” com as declarações do ministro em entrevista à Gazeta do Povo. Disse que Bernardo o procurou no Canguiri, numa manhã de domingo, acompanhado do diretor geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), chamado apenas de “Bernardo”, e fez a seguinte proposta: “Queremos liberar a construção de um trecho ferroviário entre Guarapuava e Ipiranga para a ALL, que vai custar R$ 550 milhões. O senhor (governador) tem que concordar senão não liberamos a verba. A ALL constrói a estrada e cobra lá uma espécie de pedágio ferroviário e debita do aluguel que tem que pagar para o Governo pela utilização da estrada”. O mais grave, porém, é que, segundo Requião, o Governo Federal dará para a ALL R$ 550 milhões, que não precisar pagar por isso. Pior. Requião garante que o trecho, conforme pesquisa feita pela Ferroeste e pela Secretaria de Estado dos Transportes, não deve custar mais de R$ 150 milhões e não R$ 550milhões. “Montaram uma engenharia financeira pela qual a ALL ganha o trecho e a empreiteira, o dinheiro. Estavam querendo o meu aval para receberem R$ 550 milhões e não precisam pagar porque o Governo Federal estava abrindo mão do recebimento. Além do mais, o presidente da ALL declarou em jornais que o preço da construção da estrada é de R$ 150 milhões. Mas, o ministro Paulo Bernardo diz, em entrevista à Gazeta do Povo, um verdadeiro absurdo, de que o Governo do Paraná não brigava por recursos federais. Queremos uma relação decente com o Governo Federal. Essa é uma posição do ministro. Não concordei e disse que se fosse feito (o negócio) eu denunciaria”, disparou. Será que a “transação” foi feita? Já que o governador denunciou?
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem planos para o ministro do Planejamento Paulo Bernardo. Quer que ele seja o chefe da Casa Civil, quando Dilma Roussef deixar o cargo para disputar a presidência. Para isso, Lula quer deixar a situação no Paraná ajeitada para que Bernardo não precise se preocupar com as eleições no Estado.
Essa é uma das explicações para a pressa dos petistas em acertar uma composição com o PDT do senador Osmar Dias ou o PMDB de Orlando Pessuti. Por enquanto preferem Osmar, mas se ele demorar muito tendem a se aliar com os peemdebistas. Aos petistas interessam duas coisas: palanque forte para Dilma no Estado e a eleição da mulher do ministro, Gleisi Hoffmann, como senadora.



