O candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, desistiu de participar do Debate On-Line 2010, promovido pelos portais iG, MSN, Terra e Yahoo!, e marcado para a próxima segunda-feira (26). Este é o comunicado da assessoria de comunicação do candidato José Serra sobre a desistência, enviado na noite desta quinta-feira (22) aos quatro portais: “Prezados organizadores, por impossibilidade de agenda, o candidato José Serra (PSDB) não poderá participar do Debate On-Line, proposto para o dia 26 de julho, pelos portais iG, MSN, Terra e Yahoo!. Cordialmente, assessoria de comunicação”. Em função da desistência de Serra e da ausência da candidata petista, Dilma Rousseff, anunciada anteriormente, o debate não será mais realizado. Quase 200 mil votos de internautas a respeito dos temas que gostariam de ver discutidos no debate tinham sido enviados a uma enquete feita no portal Terra, até o momento da desistência de Serra. Segurança, Saúde e Educação foram os temas mais votados. O Terra tinha recebido também mais de 6 mil perguntas de internautas para os candidatos, por meio do portal e das redes sociais. Somadas as questões enviadas a outros portais, foram cerca de dez mil perguntas enviadas. As informações são do Jornale.
Ao visitar o Comitê Olímpico Brasileiro, no final da tarde de ontem, na Barra da Tijuca, José Serra aproveitou para vestir a camisa da seleção e anunciar: “Eleito presidente da República, vou espalhar centros regionais de excelência em todo o Brasil”. Serra ganhou a camisa de presente do COB, onde conheceu o projeto das Olimpíadas de 2016, a serem realizadas no Rio de Janeiro. Antes dessa visita, Serra concedeu entrevista à TV Brasil, na Lapa. José Serra assegurou que em menos de um ano esses centros já estarão funcionando. E servirão para preparar atletas de todas as modalidades esportivas – olímpicas e paraolímpicas – e ainda para receber delegações estrangeiras. “Vamos fortalecer os Jogos do Interior, que são celeiros de craques, e consolidar uma poderosa política nacional dos esportes, com incentivos fiscais, como fizemos em São Paulo”, acrescentou. De acordo com o ex-governador paulista, a política nacional dos esportes será fortalecida se ele ganhar as eleições presidenciais, não só por causa dos Jogos Olímpicos. Os esportes terão a mesma prioridade que a política cultural. Afinal, destacou, são áreas que exigem baixíssimo investimento das autoridades públicas e garantem retorno imediato e gigantesco, sem falar que promovem e divulgam toda a diversidade brasileira. “Com R$1 milhão é possível construir um centro de excelência”, complementou. Serra frisou ainda que esportes paraolímpicos terão muito espaço nos centros de excelência, atendendo às necessidades das pessoas com deficiência e fazendo jus ao bom desempenho que o Brasil tem tido em eventos desse tipo. No início da noite, Serra caminhou no meio do povo em Jacarepaguá, zona oeste do Rio, a convite do seu candidato a vice-presidente, Índio da Costa (DEM RJ), que esteve ao seu lado também no Comitê Olímpico Brasileiro.
O DEM e PSDB acabam de decidir o nome do deputado Índio da Costa (DEM-RJ) como vice do tucano José Serra na disputa presidencial. Entre os pontos que levaram a escolha do deputado está o fato de ele ter sido o relator do projeto do Ficha Limpa. Também foi levado em conta o fato de ser do Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral do país, e ser jovem. A escolha é uma vitória pessoal do ex-prefeito do Rio, Cesar Maia, e do presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ). Costa já foi secretário de administração do Rio no governo Cesar Maia. O martelo foi batido na casa de Serra, onde estão reunidos o tucano, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e Rodrigo Maia. Serra está viajando para Brasília onde ele participará da convenção do DEM. Uma sala foi montado no Hotel Grand Bittar, em Brasília, onde o partido faz a convenção. O vice será anunciado em uma entrevista coletiva marcada para começar às 17h. Índio da Costa foi escolhido depois da reação do DEM com a indicação do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) para o posto. As informações são da Folha.com
O ex-governador de São Paulo, José Serra, foi sacramentado candidato do PSDB à Presidência da República, na convenção nacional do partido realizada no sábado (12) em Salvador. Talvez envolvido pelo ambiente religioso da Bahia, o tucano, revelou-se adepto do sincretismo religioso, ao evocar santos católicos e divindades de religiões afro-brasileiras. E, lógico, não poupou críticas ao presidente Lula, mesmo que amenas, e ao PT. Com o lançamento da candidatura de Serra, o PSDB deve vislumbrar a possibilidade da retomada do projeto dos 16 anos no poder, que o partido havia planejado com a eleição de Fernando Henrique Cardoso em dois mandatos, cujo projeto foi interrompido com a eleição de Lula, que também conquistou um segundo mandato, graças à articulação dos tucanos e aliados que instituíram a reeleição dos governantes de plantão, do presidente ao prefeito. Serra garantiu que manterá postura de “respeito às liberdades” que segundo ele, não é o que ocorre hoje no Brasil. “Acredito na democracia e isso não é uma crença de ocasião. Muitos políticos ou partidos que se apresentam como democratas, desdenham a democracia nas suas ações diárias. Mas ao contrário de adversários políticos, para mim, o compromisso com a democracia não é tático, não é instrumental. É um valor permanente. Inegociável”, afirmou, ao recorrer a Santo Antônio para falar de suas posturas: “Hoje (sábado), estamos na véspera de um dia especial, é véspera de Santo Antônio, patrono do Farol da Barra [bairro de Salvador], nome de um dos meus netos. Santo Antônio é Ogum, guerreiro valente e orixá da lei, intransigente no cumprimento dos princípios e das verdades eternas. Vamos falar disso. Falar de nossos valores, dos meus valores”, disse. O tucano ainda ressaltou que respeita a liberdade de imprensa e que não aceita “patrulha de ideias”. “A imprensa não deve ser intimidada, pressionada pelo governo, ou patrulhada por partidos e movimentos organizados, que só representam a si próprios, financiados pelo aparelho estatal. Não aceito patrulha de ideias, nem azul, nem vermelha”, discursou.
O pré-candidato à Presidência da República, José Serra (PSDB), evitou polemizar com o deputado Ciro Gomes (PSB) e reafirmou que seu adversário na eleição não é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O que eu tenho sempre enfatizado é que o Lula não é candidato. Nem o Fernando Henrique (Cardoso), nem o (Fernando) Collor, nem o (José) Sarney. O candidato é a Dilma (Rousseff, do PT), o candidato sou eu”, afirmou Serra em entrevista ao programa Brasil Urgente, do apresentador José Luiz Datena. Na citação dos presidentes recentes do país, Serra, que lidera a pesquisa Datafolha, manda recado para Lula, que deseja uma disputa polarizada entre seu governo e o de FHC (1995-2002). Para se distanciar das declarações de Ciro, que deve ficar de fora da corrida presidencial, Serra saiu-se com um “sapo de fora não chia”. Ciro, inimigo do tucano, saiu atirando na pré-candidata Dilma Rousseff, acusando a petista de falta de experiência para governar e ao mesmo tempo elogiou Serra, mais bem preparado, segundo o deputado. Sem corroborar a opinião de Ciro, Serra desfilou as eleições que já concorreu, os cargos que ocupou e as vitórias eleitorais. “Eu não bati nesta tecla (experiência de Dilma). Se eu estou falando o que fiz, não vou acusar o outro por não ter feito”, disse. Ele voltou a defender o fim da reeleição para presidentes da República e descartou que o motivo seja o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB), que poderia concorrer ao final de um eventual mandato de Serra. “Eu prefiro cinco anos do que reeleição, mas a decisão é do Congresso, não é programa de governo”, disse. O ex-governador de São Paulo argumenta que o governante que tem o instrumento de mais um mandato acha que quatro anos é pouco e já se prepara para a reeleição. Sobre a gestão Lula, criticou a saúde (“estagnou”, disse) e prometeu criar um Ministério da Segurança Pública. Nesta área, afirmou que “bandido tem que ser combatido com dureza”, criticando a impunidade. Com informações da Agência Reuters.
Foi divulgada ontem a pesquisa Ibope que mede a preferência dos eleitores na corrida presidencial. A candidata petista Dilma Roussef teve queda na região Sul do País. Na pesquisa anterior foi constatado um empate técnico entre Dilma (34%) e o tucano José Serra (36%). Os novos dados mostram que Serra abriu 20 pontos de vantagem na somatória dos votos do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Se as eleições fossem hoje, de acordo com a pesquisa, Serra teria 43% contra apenas 23% da ex-ministra na região Sul.
Em sua primeira entrevista depois de sair do governo, a pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que o PT não se assusta com a discussão da questão ética – conforme proposto por José Serra, pré-candidato do PSDB, ao fazer um balanço de sua gestão em São Paulo. “Esse debate é muito bom para a gente”, afirmou ela, dando como exemplo “tudo o que foi feito” nas operações da Controladoria-Geral da União com a Polícia Federal (PF). “Se teve um governo que levantou o tapete, foi o governo Lula. Antes não apareciam denúncias, porque ninguém apurava.” Sem citar nomes, ela criticou a atuação da Procuradoria-Geral da República (PGR) durante o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso. “Acabamos com a figura do engavetador-geral. Onde está o engavetador? A União não engaveta mais nada”, disse. “Nos sentimos muito à vontade em fazer essa discussão”. A ex-ministra da Casa Civil afirmou que os rivais terão de mostrar propostas para o País não ficar estagnado: “O Serra que me desculpe, mas ele não foi só ministro da Saúde. Foi ministro do Planejamento. Planejou o quê?” . Da Agência Estado.
O governador de São Paulo José Serra (PSDB) e a ministra da Casa Civil Dilma Rousseff (PT) vão anunciar nesta quarta-feira que deixarão os cargos para concorrerem à Presidência. Às 15 horas, Serra fará um balanço de seus três anos à frente do estado, para então dizer que entregará na sexta-feira sua carta de renúncia à Assembleia Legislativa. Já Dilma participará de uma solenidade ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas antes, a ministra será homenageada pelos funcionários da Casa Civil em uma festinha de despedida organizada por eles. Ao falar aos funcionários, Dilma pedirá apoio a Erenice Guerra, que a substituirá no cargo. O evento com Lula será marcado pela posse coletiva de 11 novos ministros, que substituirão os titulares candidatos. O presidente fará um agradecimento especial à ministra. A solenidade organizada para celebrar a candidatura de Serra ocorre no Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi. A cúpula tucana espera levar 6.000 pessoas ao evento. Dois telões serão instalados no gramado para que os militantes do partido possam acompanhar o que acontece no Auditório Ulysses Guimarães, onde são esperadas cerca de 2.000 autoridades. “A ideia do partido é que o Serra compartilhe esse momento com quem esteve ao lado dele e trabalhou para que isso acontecesse”, afirmou o secretário-geral do PSDB-SP, César Gontijo. As informações são do site Veja.com.
O deputado Ciro Gomes (PSB) acha que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), desistirá da disputa presidencial. Ciro estabeleceu o dia 2 de abril como a data a partir da qual a disputa pela sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva começará a ser definida. “O Serra vai ter que mostrar a carta. Vai renunciar o governo de São Paulo ou não. Eu acho que ele vai correr da briga. Acho que ele vai disputar o governo de São Paulo”, previu Ciro durante entrevista de uma hora na sexta-feira para a rádio cearense AM do Povo/CBN. Ainda segundo Ciro, com Serra fora do páreo, o PSDB vai procurar o governador de Minas Gerais, Aécio Neves. Desenhando várias implicações num cenário com o mineiro candidato ao Planalto, Ciro afirmou: “Aí barata voa. Geral”. Para ele, Aécio convidaria o PMDB para ocupar o governo de Minas, com o atual ministro (das Comunicações) Hélio Costa. “O PMDB, que não é essa firmeza toda, pode deixar a Dilma conversando só”, analisa o socialista. Outra consequência apontada por Ciro com Aécio candidato seria no dilema enfrentado por ele, que é o de escolher entre disputar o governo paulista ou a Presidência da República. “Aí inverte. O PT, que está doido para eu ser candidato a governador de São Paulo, vai pedir para eu ser candidato a presidente, porque o Aécio vira imediatamente o favorito. Isso porque se ele for (candidato a presidente) vai ser com o apoio do Serra. Ganha em São Paulo. Tira 70% de Minas. Entra melhor no Rio de Janeiro do que o Serra. O Sul está hostil para nós (base aliada do Lula). O Centro-Oeste está um pouco hostil para nós. E o Nordeste não tem voto suficiente para tirar seis milhões de votos de maioria, que essa maioria do Sudeste e do Sul sempre foi”, analisou Ciro. As informações são da Agência Estado.
