Como médico, o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, se deu bem na área da consultoria “econômica” que, a se levar em conta a sua evolução patrimonial, deve se transformar na profissão do futuro. Quem não vai querer multiplicar o seu patrimônio 20 vezes, como conseguiu o ministro? O questionamento que todos fazem é: que tipo de consultoria? Em mensagem enviada por e-mail a líderes partidários no Senado, Palocci se defende citando ex-ministros da Fazenda e presidentes do Banco Central, como Pedro Malan, Armínio Fraga e Henrique Meirelles, todos economistas. Ele se defende da acusação dizendo que é comum a valorização no mercado de pessoas que ocuparam esses cargos. Palocci diz ainda a correligionários que tudo o que comprou, com um apartamento de R$ 6,6 milhões, foi declarado à Receita Federal, no seu Imposto de Renda, assim como os rendimentos da sua empresa, a Projeto, e que a Comissão de Ética Pública da Presidência da República foi informada.
Como médico, o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, se deu bem na área da consultoria “econômica” que, a se levar em conta a sua evolução patrimonial, deve se transformar na profissão do futuro. Quem não vai querer multiplicar o seu patrimônio 20 vezes, como conseguiu o ministro? O questionamento que todos fazem é: que tipo de consultoria? Em mensagem enviada por e-mail a líderes partidários no Senado, Palocci se defende citando ex-ministros da Fazenda e presidentes do Banco Central, como Pedro Malan, Armínio Fraga e Henrique Meirelles, todos economistas. Ele se defende da acusação dizendo que é comum a valorização no mercado de pessoas que ocuparam esses cargos. Palocci diz ainda a correligionários que tudo o que comprou, com um apartamento de R$ 6,6 milhões, foi declarado à Receita Federal, no seu Imposto de Renda, assim como os rendimentos da sua empresa, a Projeto, e que a Comissão de Ética Pública da Presidência da República foi informada.
O segundo político mais poderoso do Brasil, o ministro da Casa Civil, Antônio Palocci, foi alvo de matéria de capa do jornal Folha de S. Paulo, edição de ontem (15), que não acusou o ministro diretamente de corrupção, mas forneceu amplos detalhes sobre o rápido crescimento de sua riqueza durante seu mandato na Câmara dos Deputados. Semanas antes de assumir o cargo no Governo Dilma, Palocci comprou, segundo o jornal, um apartamento em São Paulo por R$ 6,6 milhões. De acordo com a reportagem, a Projeto, empresa que o ministro tinha 99,9% do capital, comprou um apartamento de R$ 6,6 milhões em novembro e já era dona de um escritório de R$ 882 mil, ambos na região da Avenida Paulista, em São Paulo. Em 2006, Palocci declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 375 mil. Segundo nota da Casa Civil, os dados da Projeto, inclusive o faturamento, foram submetidos à Receita Federal e à Comissão de Ética Pública da Presidência antes da posse. O texto diz que “as atividades da empresa e as medidas tomadas para prevenir conflito de interesses foram registradas junto à Comissão de Ética da Presidência”. Palocci informou que a Projeto, aberta em 2006, prestou consultoria econômico-financeira até 2010, quando “as atividades foram encerradas por força da função ministerial”. A notícia movimentou a oposição, que resolveu esperar até amanhã as explicações de Palocci sobre o faturamento obtido pela empresa de consultoria aberta pelo petista em 2006. (mais…)
Criticada pelo alto custo e pela ineficiência das ações de socorro feitas em operadoras de saúde com problemas financeiros, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) escolheu uma pessoa acusada de estelionato e de falsificação de documentos para atuar como interventor em uma cooperativa de dentistas. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, Marcelo Lima dos Anjos foi nomeado em junho de 2009 para acompanhar a operação de resgate financeiro da Odontus Cooperativa dos Odontólogos, no Distrito Federal. O fato de Anjos ter sido preso um ano antes sob acusação de estelionato não impediu a sua indicação, aprovada em reunião por todos os diretores da agência. Procurada, a ANS informou que os documentos de Anjos não indicavam condenações. Em 2009, durante o período em que atuou no posto como diretor fiscal, Anjos teve R$ 62,7 mil depositados em sua conta pela Agência. (Foto: G1)
Ontem, o ex-senador Osmar Dias (PDT) tomou posse, em Brasília, na vice-presidência de Agronegócios e Micro e Pequenas Empresas do Banco do Brasil, onde vai administrar uma carteira de 1,5 milhão de clientes, com um movimento de R$ 125 bilhões por ano. O nome do pedetista foi aprovado pelo conselho de administração do Banco, na segunda-feira (18). Osmar garante que o cargo não tem nada a ver com a aliança que fez com o PT em torno da candidatura da presidente Dilma Rousseff, em 2010, quando foi derrotado por Beto Richa (PSDB). já no primeiro turno. “A responsabilidade é enorme, e como eu disse ao conselho diretor, que não assumiria se não tivesse conhecimento do assunto. Conhecimento da agricultura, da política agrícola. Isso tudo atendendo a política do banco e dos produtores rurais”, garantiu, ao lembrar que a vice-presidência também atende aos microempresários.
É claro que ela não diz uma palavra contra. Não reclama, ate porque está na Presidência da República, por obra e graça do ex-presidente. Mas, já se passaram 100 dias do Governo de Dilma Rousseff e a sua equipe ainda tenta colocar a casa em ordem, pagando as dívidas do antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com a ONG Contas Abertas, os chamados restos a pagar, somente do primeiro trimestre, consumiram 9% das despesas pagas entre janeiro e março, ou seja, saíram dos cofres públicos R$ 39,3 bilhões dos R$ 445,4 bilhões desembolsados pelo Governo até agora. Isso é reflexo da herança Lula, que deixou também outros compromissos, o que continua colocando em alta custeio e pessoal. Ainda de acordo com o Contas Abertas, a maior parte desta conta se deve a decisões tomadas na gestão Lula, como reajustes salariais, aumento do quadro de pessoal e revisões nos planos de cargos e salários para o funcionalismo público. Sem poder espernear e culpar o “governo anterior”, pela falta de freio nos gastos públicos, à equipe econômica do Governo Dilma restou, agora, a tentativa de evitar novas despesas com pessoal e, por isso, está impondo novas medidas, como o ajuste fiscal anunciado, que prevê, entre outas, a suspensão de todos os concursos públicos federais.
Quase seis meses depois das eleições, que ajudou a eleger a presidente Dilma Rousseff (PT), finalmente, o ex-senador Osmar Dias (PDT) foi confirmado para assumir a vice-presidência de Agronegócio do Banco do Brasil (BB). Ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou o cargo para o pedetista e, também, anunciou que o presidente da instituição, Aldemir Bendine, e os demais vice-presidentes serão mantidos. Agora, o ex-governador Orlando Pessuti (PMDB), que também integrou a coligação que apoiou Dilma à Presidência da República, receber o seu quinhão pelo apoio dado. Osmar entrará no Banco do Brasil no lugar de Luís Carlos Guedes Pinto, que foi ministro da Agricultura até 2007 e ocupava a função de vice-presidente do BB nos últimos anos e, agora, foi convidado para assumir a Diretoria de Seguros Agrícolas da instituição. Antes de assumir o cargo, porém, Osmar Dias deverá ter a sua nomeação confirmada pelo Conselho, antes de ser anunciada oficialmente. Informações extra-oficiais, no entanto, dão contra que, apesar de ser político, o nome de Osmar foi bem visto pelos membros Conselho, por se tratar de um especialista na área de agricultura.
Está em andamento uma auditoria na folha de pagamento das universidades federais, que aponta para pagamentos indevidos de salários que podem chegar a R$ 300 milhões. O caso mais notório é o da Universidade de Brasília (UnB), onde servidores ganharam na Justiça reajuste de 26,05%, correspondente à inflação que deixou de ser paga no Plano Bresser (1987). A correção foi estendida a todos os funcionários como gratificação, recebida até por quem nem trabalhava na época. Os pagamentos indevidos na UnB chegam a R$ 30 milhões. No ano passado, a universidade se envolveu numa disputa judicial com o Executivo sobre o pagamento dessa gratificação que terminou em uma greve na instituição.
Cansado de ir à Brasília e voltar sem a certeza de conseguir um cargo no Governo Federal, agora, o ex-governador Orlando Pessuti (PMDB) volta a ter esperança. Um abaixo-assinado indicando o peemedebista para a vice-presidência de Agronegócios do Banco do Brasil já está nas mãos do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, e o vice-presidente da República, Michel Temer. O pedido é assinado por cinco deputados federais do PMDB e a senadora Gleisi Hoffmann (PT). Da bancada de congressistas do Paraná, apenas o senador Roberto Requião (PMDB) e o deputado federal João Arruda (PMDB) não assinaram o documento. Os articuladores do movimento pró-Pessuti foram os deputados federais Moacir Micheleto e Osmar Serraglio. “É uma questão que está agora em análise pelo vice-presidente da República e o ministro. Nós levamos o nosso apoio”, disse Micheleto.