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PT gastou R$ 5,8 milhões com nanicos por tempo de TV

O PT aumentou em quase 5% o tempo de televisão e de rádio da então candidata presidencial, Dilma Rousseff (PT), na publicidade eleitoral gratuita em rede, ao atrair três partidos nanicos para a coligação, na eleição de 2010. Para isso, porém, conforme informa a Agência Estado, teve de desembolsar R$ 5,8 milhões em contribuições de campanha para esses aliados – na média, o custo por minuto extra de exposição ficou em quase R$ 300 mil. O PSDB também se valeu da ajuda de dois nanicos para ganhar mais espaço no palanque televisivo. Da mesma forma, doou dinheiro – R$ 480 mil – para bancar campanhas dos aliados. Mas o custo por minuto foi mais baixo: cerca de R$ 90 mil. As transferências formais de recursos entre grandes e pequenos foram registradas nas prestações de contas dos partidos referentes ao ano de 2010, tornadas públicas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no início deste mês. No entanto, os repasses registrados não são os únicos a reforçar os cofres dos nanicos.
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Aécio Neves vai à Justiça contra André Vargas

O episódio do dossiê contra os tucanos que veio à tona na eleição do ano passado, ainda está rendendo. O senador Aécio Neves (PSDB) ajuizou ação, com pedido de indenização por dano moral de R$ 500 mil, contra o deputado estadual e secretário de comunicação do PT, o paranaense André Vargas. A ação foi ajuizada no fim de outubro, na 35ª Vara Cível de Belo Horizonte, mas ontem é que foi expedida a carta de citação de Vargas, que acusou Aécio de estar por trás do dossiê montando contra o candidato à Presidência da República, o tucano José Serra. Mensagens postadas no twitter de Vargas, em setembro do ano passado, onde garantia que o responsável pela produção do dossiê “foi o Aécio com sua vontade de disputar a Presidência”. “Eles (PSDB) privatizam, mandam dinheiro para o exterior, o Aécio produz dossiê contra o Serra e o PT é culpado?”, questionou Vargas, em uma das diversas mensagens reproduzidas pelos advogados do tucano na inicial da ação. “O que foi reproduzido várias vezes na imprensa”, observa Letícia Ateniense, que representa o ex-governador mineiro.

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Decisão judicial pode mudar configuração na AL e na Câmara Federal

Gilberto Martin, ex-secretário da Saúde e 1º suplente do PMDB nas eleições de 2010

Gilberto Martin, ex-secretário da Saúde e 1º suplente do PMDB nas eleições de 2010

Pode ter desdobramento em outros poderes, a decisão do desembargador José Aniceto, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), ontem, ao conceder liminar determinando que a vaga de suplente do deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) é do partido e não da coligação e, por isso, determinou que a Assembleia Legislativa do Paraná chame Gilberto Martin, 1º suplente do PMDB, e não Elton Welter (PT), 1º suplente da coligação. Como Romanelli foi nomeado secretário do Trabalho do Governo Beto Richa (PSDB), a vaga deixada pelo deputado estava sendo disputada na Justiça pelo PMDB. O advogado de Martin, René Ariel Dotti, se baseou em uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu que o “o mandato parlamentar conquistado no sistema eleitoral proporcional pertence ao partido político. Ocorrida a vacância, o direito de preenchimento da vaga é do partido político detentor do mandato, e não da coligação partidária, já não mais existente como pessoa jurídica”. Mas, independente das razões, essa determinação também pode tirar Duílio Genari (PP), primeiro suplente da coligação, da vaga no lugar do deputado Durval Amaral (DEM), que assumiu a chefia da Casa Civil de Richa e, o seu lugar pode ser ocupado pelo vereador de Curitiba Sabino Picolo (DEM), que ficou na 9ª suplência da coligação. Ainda, a jurisprudência pode mudar a configuração da bancada paranaense na Câmara Federal. Nesse caso, o deputado federal Luiz Carlos Setim (DEM) teria que abrir mão da vaga aberta pela nomeação do titular, deputado Cezar Silvestri (PPS) – que é secretário de Desenvolvimento Urbano no Governo do Paraná – para João Destro (PPS), primeiro suplente do partido. Hoje, os deputados tomam posse, mas o advogado do PT, Guilherme Gonçalves pretende derrubar a liminar, antes da cerimônia marcada para as 14h30min, na Assembleia Legislativa.

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Dez políticos podem ter o diploma cassado pelo TSE

Roberto Requião, senador eleito e diplomado

Roberto Requião, senador eleito e diplomado

Dez políticos eleitos em outubro correm o risco de perderem os diplomas expedidos pela Justiça Eleitoral em dezembro. A situação foi confirmada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), adiantando que esse tipo de ação – Recurso Contra a Expedição de Diplomação (RCED) – só pode ser julgado pela instância superior, ou seja, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Entre os que estão com a corda no pescoço está o senador eleito Roberto Requião (PMDB), e o seu sobrinho, João Arruda (PMDB), deputado federal eleito; o também deputado federal eleito Zeca Dirceu (PT), filho do ex-ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu; e o deputado estadual eleito Leonaldo Paranhos da Silva (PSC). Esses quatro processos, dos dez que correm na Justiça Eleitoral foram de autoria do ex-deputado estadual, José Domingos Scarpelini (PSB), que não conseguiu se eleger para a Câmara Federal. Paranhos também deve responder a outro recurso contra a sua diplomação protocolado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), que alega condenação no Tribunal de Contas da União (TCU), quando presidia o Instituto de Pesos e Medidas do Paraná (Ipem), entre maio de 2005 a março de 2006. O irmão do ex-deputado Fernando Ribas Carli Filho e filho do prefeito de Guarapuava, Fernando Ribas Carli, Bernardo Guimarães Ribas Carli (PSDB) também corre o risco de perder o diploma de suplente de deputado estadual. O recurso contra ele foi protocolado pelo deputado estadual eleito Cesar Silvestri Filho (PPS), que tem base eleitoral em Guarapuava. Silvestri Filho alega abuso de poder econômico e político, afirmando que Bernardo foi beneficiado pela estrutura da Prefeitura de Guarapuava, comandada pelo seu pai, que favoreceu na captação de votos. No caso de Requião, Scarpelini argumenta que o peemedebista deveria ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa em razão das condenações da Justiça Federal sobre o uso irregular da TV Educativa. Os outros seis recursos não foram informados pelo TRE. As informações são do Bondenews.

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Teatro Positivo será palco para a diplomação no Paraná

No Paraná, o cenário da diplomação dos eleitos será o Teatro Positivo, o maior do Estado, e tem capacidade para 2,4 mil espectadores, na sexta-feira (17) para a diplomação do governador, de senadores, deputados e deputadas estaduais e federais e seus suplentes, eleitos neste ano. A escolha do local tem a sua razão de ser: Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB), eleitos ao Senado, têm direito a 20 convites cada para a solenidade; os deputados estaduais e federais recebem 15 convites; os suplentes também participarão da solenidade, e podem levar até cinco convidados cada um. Sem contar com a cota do governador eleito Beto Richa (PSDB) e as autoridades convidadas pelo TRE-PR. A solenidade está marcada para as 16 horas.

Teatro Positivo

Teatro Positivo

No Paraná, o cenário da diplomação dos eleitos será o Teatro Positivo, o maior do Estado, e tem capacidade para 2,4 mil espectadores, na sexta-feira (17) para a diplomação do governador, de senadores, deputados e deputadas estaduais e federais e seus suplentes, eleitos neste ano. A escolha do local tem a sua razão de ser: Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB), eleitos ao Senado, têm direito a 20 convites cada para a solenidade; os deputados estaduais e federais recebem 15 convites; os suplentes também participarão da solenidade, e podem levar até cinco convidados cada um. Sem contar com a cota do governador eleito Beto Richa (PSDB) e as autoridades convidadas pelo TRE-PR. A solenidade está marcada para as 16 horas.

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TSE diploma a nova presidente da República na sexta-feira

TSE diploma a nova presidente da República na sexta-feira
Está marcada para as 17h de sexta-feira (17), a cerimônia de diplomação da presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), e também de seu vice, Michel Temer (PMDB). A diplomação será no plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em solenidade restrita aos convidados. É por meio da diplomação que a Justiça Eleitoral vai atestar a vitória nas urnas dos eleitos. A partir daí, eles se tornam aptos para tomar posse no dia 1º de janeiro de 2011, no Congresso Nacional. O diploma será entregue pelo presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, em cerimônia que deverá durar cerca de uma hora. Depois, a presidente e o vice-presidente eleitos receberão os cumprimentos. Estão convidadas cerca de 250 pessoas, entre autoridades, familiares e amigos. Parte dos convidados ficará no auditório, no segundo andar do edifício-sede do Tribunal. O documento foi confeccionado pela Casa da Moeda em papel que assegura a sua autenticidade. Ele traz elementos de segurança como a impressão em tinta especial invisível, visualizada somente com luz ultravioleta. A Seção de Acervos Especiais do TSE guarda uma via dos diplomas entregues aos presidentes para assegurar o registro ao longo da História. Por isso, são feitos sempre dois documentos originais, um para ser guardado pela Justiça Eleitoral e outro para ser entregue ao diplomado. Entre os diplomas que estão guardados na seção, estão o de ex-presidentes como Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso, Juscelino Kubitschek, e o atual, Luiz Inácio Lula da Silva. Mas, antes de serem diplomados, os candidatos eleitos devem atender a alguns requisitos exigidos pela Lei Eleitoral. Entre eles, a aprovação das contas da campanha eleitoral. No caso de Dilma Rousseff e Michel Temer, as contas foram julgadas pelo plenário do TSE, na quinta-feira (9). Os ministros aprovaram com ressalvas as contas apresentadas e estabeleceram correções a serem feitas por parte dos eleitos. No entanto, essas correções não comprometem a prestação de contas e não acarretam a sua rejeição. Após a diplomação, começam a contar os prazos para a apresentação de eventuais recursos que questionem a eleição dos diplomados. Se houver, os recursos serão propostos perante a Justiça Eleitoral, a quem cabe se pronunciar sobre o questionamento. Os diplomas dos eleitos para outros cargos – governador, senador, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital – serão entregues pelo Tribunal Regional Eleitoral do estado. A diplomação também segue um calendário específico para cada estado. Muitos TREs também realizarão no dia 17 a cerimônia de diplomação.
No Paraná, o cenário da diplomação dos eleitos será o Teatro Positivo, o maior do Estado, e tem capacidade para 2,4 mil espectadores, na sexta-feira (17) para a diplomação do governador, de senadores, deputados e deputadas estaduais e federais e seus suplentes, eleitos neste ano. A escolha do local tem a sua razão de ser: Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB), eleitos ao Senado, têm direito a 20 convites cada para a solenidade; os deputados estaduais e federais recebem 15 convites; os suplentes também participarão da solenidade, e podem levar até cinco convidados cada um. Sem contar com a cota do governador eleito Beto Richa (PSDB) e as autoridades convidadas pelo TRE-PR. A solenidade está marcada para as 16 horas.

Vice-presidente Michel Temer e presidente eleita Dilma Rousseff, serão diplomados na sexta-feira

Vice-presidente Michel Temer e presidente eleita Dilma Rousseff, serão diplomados na sexta-feira

Está marcada para as 17h de sexta-feira (17), a cerimônia de diplomação da presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), e também de seu vice, Michel Temer (PMDB). A diplomação será no plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em solenidade restrita aos convidados. É por meio da diplomação que a Justiça Eleitoral vai atestar a vitória nas urnas dos eleitos. A partir daí, eles se tornam aptos para tomar posse no dia 1º de janeiro de 2011, no Congresso Nacional. O diploma será entregue pelo presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, em cerimônia que deverá durar cerca de uma hora. Depois, a presidente e o vice-presidente eleitos receberão os cumprimentos. Estão convidadas cerca de 250 pessoas, entre autoridades, familiares e amigos. Parte dos convidados ficará no auditório, no segundo andar do edifício-sede do Tribunal. O documento foi confeccionado pela Casa da Moeda em papel que assegura a sua autenticidade. Ele traz elementos de segurança como a impressão em tinta especial invisível, visualizada somente com luz ultravioleta. A Seção de Acervos Especiais do TSE guarda uma via dos diplomas entregues aos presidentes para assegurar o registro ao longo da História. Por isso, são feitos sempre dois documentos originais, um para ser guardado pela Justiça Eleitoral e outro para ser entregue ao diplomado. Entre os diplomas que estão guardados na seção, estão o de ex-presidentes como Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso, Juscelino Kubitschek, e o atual, Luiz Inácio Lula da Silva. Mas, antes de serem diplomados, os candidatos eleitos devem atender a alguns requisitos exigidos pela Lei Eleitoral. Entre eles, a aprovação das contas da campanha eleitoral. No caso de Dilma Rousseff e Michel Temer, as contas foram julgadas pelo plenário do TSE, na quinta-feira (9). Os ministros aprovaram com ressalvas as contas apresentadas e estabeleceram correções a serem feitas por parte dos eleitos. No entanto, essas correções não comprometem a prestação de contas e não acarretam a sua rejeição. Após a diplomação, começam a contar os prazos para a apresentação de eventuais recursos que questionem a eleição dos diplomados. Se houver, os recursos serão propostos perante a Justiça Eleitoral, a quem cabe se pronunciar sobre o questionamento. Os diplomas dos eleitos para outros cargos – governador, senador, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital – serão entregues pelo Tribunal Regional Eleitoral do estado. A diplomação também segue um calendário específico para cada estado. Muitos TREs também realizarão no dia 17 a cerimônia de diplomação.

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TSE aprova contas da campanha de Dilma, com ressalvas

TSE aprova contas da campanha de Dilma, com ressalvas
Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovaram ontem à noite, com ressalvas, a prestação de contas da campanha da presidente eleita, Dilma Rousseff. Segundo informações da Agência Estado, técnicos do Tribunal encontraram alguns problemas na arrecadação e nos gastos da campanha e recomendaram aos ministros que aprovassem as contas com ressalvas. Com a aprovação, Dilma será diplomada na próxima sexta-feira (17), pela Corte e poderá tomar posse em 1.º de janeiro. O relator do processo no TSE, ministro Hamilton Carvalhido, tinha concluído favoravelmente à aprovação da contabilidade sem ressalvas já que, segundo ele, não existiam irregularidades movidas por má-fé, desvio ou tentativa de ocultação. O ministro Marco Aurélio Mello posicionou-se pela desaprovação das contas da campanha. De acordo com ele, despesas de R$ 2 milhões com passagens e hospedagens não teriam ficado devidamente comprovadas por meio de notas fiscais. No entanto, a maioria dos ministros decidiu aprovar as contas com ressalvas. Entre as supostas irregularidades está o recebimento de doação de pessoas jurídicas que foram constituídas no próprio ano da eleição. “Não se pode aferir qual foi o faturamento no ano anterior”, explicou o ministro Arnaldo Versiani, que votou pela aprovação das contas com ressalvas. A legislação eleitoral limita as doações em 2% do faturamento das empresas no ano anterior à eleição.
Dilma Rousseff, presidente eleita

Dilma Rousseff, presidente eleita

Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovaram ontem à noite, com ressalvas, a prestação de contas da campanha da presidente eleita, Dilma Rousseff. Segundo informações da Agência Estado, técnicos do Tribunal encontraram alguns problemas na arrecadação e nos gastos da campanha e recomendaram aos ministros que aprovassem as contas com ressalvas. Com a aprovação, Dilma será diplomada na próxima sexta-feira (17), pela Corte e poderá tomar posse em 1.º de janeiro. O relator do processo no TSE, ministro Hamilton Carvalhido, tinha concluído favoravelmente à aprovação da contabilidade sem ressalvas já que, segundo ele, não existiam irregularidades movidas por má-fé, desvio ou tentativa de ocultação. O ministro Marco Aurélio Mello posicionou-se pela desaprovação das contas da campanha. De acordo com ele, despesas de R$ 2 milhões com passagens e hospedagens não teriam ficado devidamente comprovadas por meio de notas fiscais. No entanto, a maioria dos ministros decidiu aprovar as contas com ressalvas. Entre as supostas irregularidades está o recebimento de doação de pessoas jurídicas que foram constituídas no próprio ano da eleição. “Não se pode aferir qual foi o faturamento no ano anterior”, explicou o ministro Arnaldo Versiani, que votou pela aprovação das contas com ressalvas. A legislação eleitoral limita as doações em 2% do faturamento das empresas no ano anterior à eleição.

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Milionários doaram mais de R$ 82 milhões nas eleições

Milionários doaram mais de R$ 82 milhões nas eleições
Levantamento divulgado nesta semana pela ONG Contas Abertas mostra que 39 financiadores de campanha doaram, juntos, R$ 82,5 milhões nas eleições deste ano. Cada um doou mais de R$ 1 milhão. A maior parte deles (30) financiou a própria campanha com doações que somaram R$ 70,1 milhões. Esses valores correspondem à campanha no primeiro turno. Entre os financiadores, estão o empresário Eike Batista, do setor da mineração e petróleo, e João Carlos Di Gênio, dono da Universidade Paulista e grupo educacional Objetivo. De acordo com a ONG, nove bem-sucedidos milionários investiram quase R$ 11,6 milhões em campanhas de deputados federais, senadores e governadores. A maior doação de pessoa física registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi feita pelo candidato ao governo do Mato Grosso, Mauro Mendes, que investiu em sua campanha R$ 9,7 milhões em recursos próprios. O valor da doação corresponde a 17% do patrimônio de Marcos Mendes declarado à Justiça Eleitoral (R$ 57,2 milhões). Mauro Mendes perdeu a eleição para o adversário Silval Barbosa (PMDB). Dos maiores doadores, em segundo da lista, aparece Wilson Picler (PDT-PR), que disputou vaga na Câmara, mas não obteve sucesso nas urnas. Picler gastou R$ 5,5 milhões em sua campanha. O candidato declarou ao TSE uma fortuna de R$ 23 milhões. Segundo o levantamento, outros 19 candidatos investiram fortunas em suas próprias campanhas mais não foram eleitos. Ao todo, as doações desses candidatos a si mesmos somaram mais de R$ 38,2 milhões. De acordo com a legislação eleitoral, as doações não utilizadas durante a campanha não podem ser resgatadas pelo candidato ou devolvidas aos doadores. As eventuais sobras são depositadas em favor do partido político.
Dinheiro-corrupçãoLevantamento divulgado nesta semana pela ONG Contas Abertas mostra que 39 financiadores de campanha doaram, juntos, R$ 82,5 milhões nas eleições deste ano. Cada um doou mais de R$ 1 milhão. A maior parte deles (30) financiou a própria campanha com doações que somaram R$ 70,1 milhões. Esses valores correspondem à campanha no primeiro turno. Entre os financiadores, estão o empresário Eike Batista, do setor da mineração e petróleo, e João Carlos Di Gênio, dono da Universidade Paulista e grupo educacional Objetivo. De acordo com a ONG, nove bem-sucedidos milionários investiram quase R$ 11,6 milhões em campanhas de deputados federais, senadores e governadores. A maior doação de pessoa física registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi feita pelo candidato ao governo do Mato Grosso, Mauro Mendes, que investiu em sua campanha R$ 9,7 milhões em recursos próprios. O valor da doação corresponde a 17% do patrimônio de Marcos Mendes declarado à Justiça Eleitoral (R$ 57,2 milhões). Mauro Mendes perdeu a eleição para o adversário Silval Barbosa (PMDB). Dos maiores doadores, em segundo da lista, aparece Wilson Picler (PDT-PR), que disputou vaga na Câmara, mas não obteve sucesso nas urnas. Picler gastou R$ 5,5 milhões em sua campanha. O candidato declarou ao TSE uma fortuna de R$ 23 milhões. Segundo o levantamento, outros 19 candidatos investiram fortunas em suas próprias campanhas mais não foram eleitos. Ao todo, as doações desses candidatos a si mesmos somaram mais de R$ 38,2 milhões. De acordo com a legislação eleitoral, as doações não utilizadas durante a campanha não podem ser resgatadas pelo candidato ou devolvidas aos doadores. As eventuais sobras são depositadas em favor do partido político.
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Troca de apoio político nas campanhas eleitorais

Troca de apoio político nas campanhas eleitorais
A troca de apoio político por dinheiro, nas eleições, é uma “ferramenta” que vem sendo usada para garantir, quase sempre, a vitória de determinado candidato. Esse tipo de acordo “financeiro” veio à tona em 2002, quando o então deputado Valdemar Costa Neto fechou acordo com o PT em troca do apoio do PL (hoje PR) à campanha de Lula para a Presidência da República, mediante o repasse de R$ 10 milhões. Costa Neto afirmou que o acordo havia sido firmado no apartamento do então deputado Paulo Rocha (PT), com a presença de Lula. Em depoimento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente confirmou a participação na reunião, mas negou o acerto sobre o pagamento. Uma matéria do jornal Folha de S. Paulo mostra a dimensão que esta prática vem tomando e cita exemplo do senador Osmar Dias (PDT), que teria negociado com o PT a sua candidatura ao Governo do Paraná, por R$ 3,7 milhões, via diretório estadual do PDT, do qual ele era presidente e se afastou para fazer a sua campanha. De acordo com o jornal, outros partidos também se beneficiam do mesmo “modus operandi”, como o PSC, legenda que, às vésperas da campanha eleitoral, abandonou a candidatura de José Serra (PSDB) para aderir a da petista Dilma Rousseff. O PSC seria um dos maiores beneficiários da distribuição de recursos por parte do PT, que arrecadou R$ 130,6 milhões. A prestação de contas petista apresentada à Justiça Eleitoral revela que o nanico PSC recebeu R$ 4,7 milhões, ficando atrás apenas da própria Dilma, do senador eleito Lindberg Farias (PT-RJ) e do governador eleito Agnelo Queiroz (PT-DF).
Senador Osmar Dias

Senador Osmar Dias

A troca de apoio político por dinheiro, nas eleições, é uma “ferramenta” que vem sendo usada para garantir, quase sempre, a vitória de determinado candidato. Esse tipo de acordo “financeiro” veio à tona em 2002, quando o então deputado Valdemar Costa Neto fechou acordo com o PT em troca do apoio do PL (hoje PR) à campanha de Lula para a Presidência da República, mediante o repasse de R$ 10 milhões. Costa Neto afirmou que o acordo havia sido firmado no apartamento do então deputado Paulo Rocha (PT), com a presença de Lula. Em depoimento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente confirmou a participação na reunião, mas negou o acerto sobre o pagamento. Uma matéria do jornal Folha de S. Paulo mostra a dimensão que esta prática vem tomando e cita exemplo do senador Osmar Dias (PDT), que teria negociado com o PT a sua candidatura ao Governo do Paraná, por R$ 3,7 milhões, via diretório estadual do PDT, do qual ele era presidente e se afastou para fazer a sua campanha. De acordo com o jornal, outros partidos também se beneficiam do mesmo “modus operandi”, como o PSC, legenda que, às vésperas da campanha eleitoral, abandonou a candidatura de José Serra (PSDB) para aderir a da petista Dilma Rousseff. O PSC seria um dos maiores beneficiários da distribuição de recursos por parte do PT, que arrecadou R$ 130,6 milhões. A prestação de contas petista apresentada à Justiça Eleitoral revela que o nanico PSC recebeu R$ 4,7 milhões, ficando atrás apenas da própria Dilma, do senador eleito Lindberg Farias (PT-RJ) e do governador eleito Agnelo Queiroz (PT-DF).

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Senador faz doação para Dilma quase um mês depois de encerrar campanha

O senador eleito Blairo Maggi (PR) ajudou duplamente a campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência. Por meio de suas empresas, o ex-governador de Mato Grosso doou R$ 1 milhão para o comitê financeiro do PT. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, foram duas doações, registradas na contabilidade oficial da campanha petista. O mais curioso é que elas foram feitas na semana passada, muito depois do término da eleição. Maggi é cotado para ocupar o Ministério da Agricultura.

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