Roberto Brzezinski, advogado do ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho, protocolou – na sexta-feira (21), mas só veio a público hoje – recurso no Tribunal de Justiça do Paraná, para tentar impedir que ele vá a júri popular. Carli Filho responde por duplo homicídio com dolo eventual. Ele é acusado de ter provocado um grave acidente de trânsito no dia 7 de maio de 2009, que resultou na morte d e Gilmar Rafael Yared, 26 anos, e Carlos Murilo de Almeida, 20. De acordo com o inquérito, o ex-deputado estava bêbado, com a carteira de habilitação vencida por excesso de multas de trânsito e trafegava a mais de 160Km/h. Em entrevista à rádio Banda B, o advogado Elias Mattar Assad, que atua como assistente de acusação no processo, disse que se a decisão de que o ex-parlamentar vá a júri popular for mantida, o réu pode pegar uma pena que vai de 6 a 30 anos de prisão. Mas, se o recurso apresentado pela defesa for aceito, essa pena pode ser reduzida consideravelmente. Segundo ele, se a medida for aceita pelo juiz, Carli Filho será julgado pelo código penal comum, o que faria com que a pena fosse de, no máximo, 4 anos de prisão em regime aberto. “Se o recurso for aceito, Carli Filho será julgado por um acidente de trânsito clássico, daqueles em que o motorista não viu que o sinal fechou, por exemplo”, comentou Assad. O advogado também afirmou que ainda não havia tomado conhecimento formal da medida e que estaria a caminho do Fórum para colher mais informações sobre o procedimento.

Ex-deputado Carli Filho, durante depoimento no Fórum, em Curitiba, no dia 10 de agosto (Foto: Portal Terra)
O juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba, Daniel Ribeiro Surdi de Avelar, que preside o processo contra o ex-deputado Fernando Carli Filho, determinou o andamento do processo independentemente do retorno das cartas precatórias, a pedido da defesa, para ouvir testemunhas em outros Estados. “A defesa foi intimada por duas vezes para justificar a necessidade da oitiva das testemunhas residentes em outros Estados da Federação, tendo afirmado, sem tecer maiores considerações, que ‘as testemunhas arroladas são essenciais ao contraditório. Porém, a expedição de carta precatória não suspende a instrução criminal. Assim, uma vez que inexiste qualquer razão para que o presente procedimento fique em ritmo de espera, determino seja dado fiel cumprimento ao despacho de fls. 1807, dando-se vistas às partes para, observando-se a ordem legal e o prazo de cinco dias, apresentarem suas alegações finais em forma de memoriais”, diz o juiz. O advogado Elias Mattar Assad, assistente de acusação em nome da família Yared, fez uma previsão de que “se forem observados os prazos fixados pelo Juiz e descontados os finais de semana, entendo que, a decisão de o caso ir a júri popular deverá ser tomada logo depois das eleições. E, por tudo o que consta do processo, acredito que o ex-deputado será pronunciado e remetido para julgamento pelo tribunal do júri, como todo cidadão em igual situação jurídica”, disse Assad. O ex-deputado responde por ter causado acidente no dia 7 de maio do ano passado, na rua Monsenhor Ivo Zanlorenzi, quase esquina com a rua Paulo Gorski, em Curitiba, e que resultou nas mortes de Gilmar Rafael Souza Yared (26) e Carlos Murilo de Almeida (20).
O ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho (sem partido) será interrogado pela juíza da Segunda Vara do Tribunal do Júri de Curitiba, Flávia da Costa Viana, sobre o acidente em que se envolveu e dois jovens morreram, no dia 10 de agosto, a partir das 13h30min. Carli Filho foi acusado, no dia 7 de maio do ano passado, de provocar acidente entre as ruas Monsenhor Ivo Zanlorenzi e Paulo Gorski, em Curitiba. Segundo o advogado da família Yared, Elias Mattar Assad, o acidente “protagonizado pelo ex-deputado, resultou em lesões nele próprio e na morte de outras duas pessoas: Gilmar Rafael Souza Yared (26) e Carlos Murilo de Almeida (20). A família Yared mobilizou nosso escritório para acompanhar as investigações e futuro processo criminal”.
O advogado de defesa do ex-deputado estadual Fernando Ribas Carli Filho (sem partido), Roberto Brzezinski Neto, protocolou ontem uma petição informando que o ex-deputado prefere ser ouvido em Curitiba. Carli Filho responde processo pela acusação de ser responsável pelo acidente de trânsito, que matou dois jovens, em Curitiba, em maio do ano passado. Ele será interrogado por um juiz em Curitiba. O advogado de Carli protocolou a petição na 2ª Vara do Tribunal do Júri. A presença obrigatória do ex-deputado foi determinada pela Justiça, no último dia 10, e Carli Filho poderia escolher o local onde prestaria depoimento, em Curitiba ou Guarapuava. Agora, que o ex-deputado já se pronunciou sobre o local onde pretende depor, o juiz Daniel Surdi de Avelar, do Tribunal do Júri, deve marcar a data do interrogatório, que deve acontecer nos próximos 20 dias. Carli Filho é obrigado a comparecer diante do juiz, mas, poderá exercer o direito de ficar calado ou dizer que não se lembra dos acontecimentos. Um dos objetivos é que o ex-deputado esteja ciente das acusações e provas do processo. Ele foi indiciado em agosto do ano passado por duplo homicídio com dolo eventual (quando assume o risco de produzir o resultado). Em fevereiro deste ano, as testemunhas começaram a ser ouvidas em juízo. Depois disso, o juiz vai decidir se Carli vai ou não à júri popular.
O juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba, Daniel Surdi de Avelar, recebeu a denúncia por duplo homicídio qualificado feita pelo Ministério Público do Paraná, contra o ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho (sem partido), pelas mortes de Gilmar Rafael de Souza Yared e Carlos Murilo de Almeida, ocorridas em 7 de maio último, no bairro Mossuguê, em Curitiba, em um acidente de trânsito. No despacho, o juiz afirma que “a materialidade dos fatos narrados restou comprovada” e que pelos depoimentos testemunhais “é possível extraírem-se suficientes indícios de que a autoria do fato realmente recai sobre a pessoa de Luiz Fernando Ribas Carli Filho”. O magistrado determinou a citação do réu para responder a acusação, por escrito, no prazo de dez dias. E determinou que decorrido o prazo, se não houver a apresentação da resposta do ex-deputado “deve ser intimado pessoalmente a Defensoria Pública para ofertar a defesa preliminar”. O despacho também prevê que devem ser trazidos aos autos “os antecedentes do réu na comarca, requisitando-se informações sobre antecedentes ao Juízo Criminal do lugar de sua residência”. A denúncia contra Carli Filho foi apresentada pelo MP no último dia 26. Os promotores acusam o ex-deputado de duplo homicídio, qualificado, com dolo eventual, e também por dirigir embriagado e ainda violar a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação. As informações são do site Bem Paraná.
De acordo com o delegado Armando Braga de Moraes, que comandou as investigações, os advogados de Fernando Ribas Carli Filho solicitaram cópia das 668 páginas do processo e isso acabou atrasando o envio do documento ao MP, que deveria ter acontecido ontem. O inquérito deve ser encaminhado na segunda-feira (17)e a promotora Danuza Nadal terá 15 dias para dar um parecer sobre o caso.


