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Requião abre o coração no “Falando Francamente”

Em entrevista ao jornalista Carlos Chagas, gravado no estúdio montado em Brasília, pelo chefe do escritório do Governo do Estado na capital Federal, Eduardo Requião, o governador Roberto Requião (PMDB) defendeu a união de partidos e políticos nacionalistas e de esquerda em torno de um programa de governo que “mantenha e aprofunde os avanços obtidos nos dois mandatos do presidente Lula. Não (é hora de) falar em nomes de candidatos, mas num programa”, disse. A entrevista ao programa Falando Francamente foi exibido na sexta-feira (21), pela TV Paraná Educativa. A seguir, um resumo do que o governador paranaense disse:
PMDB
“Ele [PMDB] se tornou partido congressual, uma federação de divergências”. E a crise no Senado: “Os responsáveis são os 81 senadores. Sarney não é o único responsável pelos absurdos do Senado, que também se encontram na Câmara, em cada Assembleia Legislativa, em cada Câmara de Vereadores do Brasil. Mas você já reparou que ninguém fala da Câmara dos Deputados?”.
Economia
“Henrique Meirelles no BC foi o acordo da viabilidade do governo. Convenceram Lula de que ele não governaria de outra forma, e Lula acha que fez o melhor. Fez bem, o País melhorou. Os pobres estão comendo, têm emprego, seus filhos estão na escola. Isso é muito bom. Mas, os banqueiros também cresceram. Lula fez seu papel como negociador das classes populares, mas o capital continuou comandando a economia. Ainda assim, crescemos de forma positiva. Não adianta crescer o PIB se o povo não tem o que comer”.
Dilma Rousseff
“Não preciso ser cooptado para (a candidatura da ministra da Casa Civil, Dimla Roussef) nas eleições presidenciais. Gostaria muito que nacionalistas e a esquerda se unissem em programa de governo que avançasse um pouco mais que o governo do presidente Lula. Gostaria de não falar em nomes de candidatos, mas num programa. Candidatura de Dilma deveria significar um programa claro para o País, que contemple os descontentamentos de Marina Silva sobre o meio ambiente, que sublinhasse o bonito programa de Lula para a América Latina, a maneira com trata os índios da Bolívia, o Paraguai, a Colômbia, a Venezuela”.
José Serra
“Serra [José Serra, governador de São Paulo] não é má pessoa, é meu amigo pessoal, mas tem obsessão pelo poder, e lhe falta uma definição programática clara. De que lado está o Serra? Do lado dos banqueiros? Ele está pondo pedágio em estradas paulistas, vendeu a Nossa Caixa. Há quem diga que Serra está mais à esquerda que o Lula. Acho já que esteve, mas quando jovem, quando era presidente da UNE, militante da Ação Popular. As coisas precisam se explicitar. E Serra quer ser presidente do Brasil para quê? Para entregar o pré-sal, ou para nacionalizar definitivamente as reservas? Para entregar o pré-sal à Petrobras, já entregue por FHC à Bolsa de Nova York? Acho que temos a oportunidade de verificar isso, agora”.
Sucessão no Paraná
“Tenho candidato à minha sucessão. Meu partido deve lançar em convenção meu vice-governador, Orlando Pessuti, o que nos daria a garantia de que todos os programas sociais e populares que implantamos irão continuar”.
Violência
“É fruto do desemprego, da pobreza, da falta de esperança. No Paraná, a violência aumentou de forma brutal. E dizem que precisamos de mais policiais. Bobagem, porque muitos mais policiais significam policiais mal-pagos, porque o dinheiro do Estado não estica. E, aí, temos um policial suscetível a ser incorporado pela criminalidade, com um revólver legal na cinta. A violência se combate com inteligência policial, prisões. Não com excesso de polícia, com violência policial, com Exército em favelas – o que é uma estupidez absoluta”.
Senado
“(A candidatura) é uma possibilidade concreta. Mas não estou pensando em mim, nesse momento. Gostaria de participar de um processo que fosse um avanço, e não um retrocesso em relação ao que Lula fez. Lula foi ótimo, mas precisamos de mais”.
Política
“Para mim, a política é um gostoso sacrifício. É a oportunidade que temos de mudar as coisas. Saio do terceiro governo do Paraná com uma satisfação enorme, embora pesem sobre mim multas que somam R$ 2 milhões, que espero derrubar na Justiça, uma vez que o juiz que me condenou foi afastado pelo Conselho Nacional da Magistratura, por corrupção. Mas minhas condenações seguem de pé. A baliza da minha política é a Carta de Puebla, a opção preferencial pelos pobres”.
Governador Roberto Requião e Carlos Chagas, em Brasília

Governador Roberto Requião e Carlos Chagas, em Brasília

Em entrevista ao jornalista Carlos Chagas, gravado no estúdio montado em Brasília, pelo chefe do escritório do Governo do Estado na capital Federal, Eduardo Requião, o governador Roberto Requião (PMDB) defendeu a união de partidos e políticos nacionalistas e de esquerda em torno de um programa de governo que “mantenha e aprofunde os avanços obtidos nos dois mandatos do presidente Lula. Não (é hora de) falar em nomes de candidatos, mas num programa”, disse. A entrevista ao programa Falando Francamente foi exibido na sexta-feira (21), pela TV Paraná Educativa. A seguir, um resumo do que o governador paranaense disse:

PMDB
“Ele [PMDB] se tornou partido congressual, uma federação de divergências”. E a crise no Senado: “Os responsáveis são os 81 senadores. Sarney não é o único responsável pelos absurdos do Senado, que também se encontram na Câmara, em cada Assembleia Legislativa, em cada Câmara de Vereadores do Brasil. Mas você já reparou que ninguém fala da Câmara dos Deputados?”.
Economia
“Henrique Meirelles no BC foi o acordo da viabilidade do governo. Convenceram Lula de que ele não governaria de outra forma, e Lula acha que fez o melhor. Fez bem, o País melhorou. Os pobres estão comendo, têm emprego, seus filhos estão na escola. Isso é muito bom. Mas, os banqueiros também cresceram. Lula fez seu papel como negociador das classes populares, mas o capital continuou comandando a economia. Ainda assim, crescemos de forma positiva. Não adianta crescer o PIB se o povo não tem o que comer”.
Dilma Rousseff
“Não preciso ser cooptado para (a candidatura da ministra da Casa Civil, Dimla Roussef) nas eleições presidenciais. Gostaria muito que nacionalistas e a esquerda se unissem em programa de governo que avançasse um pouco mais que o governo do presidente Lula. Gostaria de não falar em nomes de candidatos, mas num programa. Candidatura de Dilma deveria significar um programa claro para o País, que contemple os descontentamentos de Marina Silva sobre o meio ambiente, que sublinhasse o bonito programa de Lula para a América Latina, a maneira com trata os índios da Bolívia, o Paraguai, a Colômbia, a Venezuela”.
José Serra
“Serra [José Serra, governador de São Paulo] não é má pessoa, é meu amigo pessoal, mas tem obsessão pelo poder, e lhe falta uma definição programática clara. De que lado está o Serra? Do lado dos banqueiros? Ele está pondo pedágio em estradas paulistas, vendeu a Nossa Caixa. Há quem diga que Serra está mais à esquerda que o Lula. Acho já que esteve, mas quando jovem, quando era presidente da UNE, militante da Ação Popular. As coisas precisam se explicitar. E Serra quer ser presidente do Brasil para quê? Para entregar o pré-sal, ou para nacionalizar definitivamente as reservas? Para entregar o pré-sal à Petrobras, já entregue por FHC à Bolsa de Nova York? Acho que temos a oportunidade de verificar isso, agora”.
Sucessão no Paraná
“Tenho candidato à minha sucessão. Meu partido deve lançar em convenção meu vice-governador, Orlando Pessuti, o que nos daria a garantia de que todos os programas sociais e populares que implantamos irão continuar”.
Violência
“É fruto do desemprego, da pobreza, da falta de esperança. No Paraná, a violência aumentou de forma brutal. E dizem que precisamos de mais policiais. Bobagem, porque muitos mais policiais significam policiais mal-pagos, porque o dinheiro do Estado não estica. E, aí, temos um policial suscetível a ser incorporado pela criminalidade, com um revólver legal na cinta. A violência se combate com inteligência policial, prisões. Não com excesso de polícia, com violência policial, com Exército em favelas – o que é uma estupidez absoluta”.
Senado
“(A candidatura) é uma possibilidade concreta. Mas não estou pensando em mim, nesse momento. Gostaria de participar de um processo que fosse um avanço, e não um retrocesso em relação ao que Lula fez. Lula foi ótimo, mas precisamos de mais”.
Política
“Para mim, a política é um gostoso sacrifício. É a oportunidade que temos de mudar as coisas. Saio do terceiro governo do Paraná com uma satisfação enorme, embora pesem sobre mim multas que somam R$ 2 milhões, que espero derrubar na Justiça, uma vez que o juiz que me condenou foi afastado pelo Conselho Nacional da Magistratura, por corrupção. Mas minhas condenações seguem de pé. A baliza da minha política é a Carta de Puebla, a opção preferencial pelos pobres”.

1 comentário. Deixe sua opinião

  1. Mãalomai

    Gosto do programa, sou fã deste programa. O programa Falando Francamente, é a minha revista eletrônica favorito, e é com ele que eu fico informado. O programa exibido no dia 09/10/2009, foi a entrevista com o General Auguso Heleno: Chef; Departamento de Ciência Tecnologico do Exército, o assunto AmazÔnia chamou muito a minha atenção por eu ser de lá, tenho um carinho profundo pelo exército Brasileiro, e quero homenadear o exército com uma linda canção composta pela minha esporsa Níbia Daphine com a canção ‘PRÁ SEMPRE SELVA’ http://www.youtube.com/watch?v=GV0LfwoBy7I
    Obrigado pelo sua atenção.

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