Ontem á noite, lula esteve em Curitiba, e hoje pela manhã já participava de atividades agendadas, em Maringá. A visita do presidente Lula começou com um vôo de helicóptero para conhecer as obras da Linha Férrea e do Contorno Norte, construído pelo DNIT. Depois, Lula visitou um dos trechos da obra de rebaixamento em andamento e da Via Expressa. No local, o presidente se reuniu com operários que trabalham na obra. Em seguida, a comitiva presidencial seguiu para a Vila Olímpica, onde Lula visitou o Ginásio de Esportes Chico Neto, que está em obras. Também percorreu parte do complexo esportivo até o Ginásio de Esportes Valdir Pinheiro, onde será realizada a solenidade de assinatura da ordem de serviço da obra de rebaixamento da linha férrea, entre as avenidas 19 de Dezembro e Arlindo Planas, que deverá custar quase R$ 50 milhões e que é considerada a maior obra de infraestrutura ferroviária urbana em andamento na região Sul do Brasil. No entanto, além da agenda de trabalho, o presidente Lula também participou de compromisso eleitoral, no almoço na sede da Cocamar Cooperativa Agroindustrial, em apoio à candidatura de Osmar Dias (PDT) ao Governo do Paraná. Depois, Lula seguiu para São Paulo.
O Tribunal de Contas da União (TCU) vai investigar o contrato de R$ 6,2 milhões que a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), conhecida como “TV Lula”, fechou com a Tecnet Comércio e Serviços Ltda, que emprega Cláudio Martins, filho do ministro de Comunicação Social e presidente do Conselho de Administração da estatal, Franklin Martins. A empresa foi contratada para cuidar do sistema de arquivos digitais da EBC, um dos grandes projetos do governo. Hoje, o procurador Marinus Marsico, que representa o Ministério Público (MP) no TCU, anunciou que pretende pedir os documentos sobre a concorrência e investigar mais uma suspeita de tráfico de influência em meio ao escândalo que derrubou Erenice Guerra da chefia da Casa Civil. “Estou estarrecido com tantos parentes ligados aos órgãos públicos”, afirmou Marsico, que já apura os episódios envolvendo a ex-ministra. O jornal O Estado de S. Paulo revelou hoje que o filho de Franklin trabalha na Tecnet há pelo menos dois anos como representante comercial. De acordo com o comando da empresa, ele é o responsável pelos negócios de software e tecnologia no exterior e com as afiliadas do grupo. O procurador do TCU pretende investigar os motivos que levaram a EBC a acelerar a licitação no final do ano passado e os indícios de irregularidades na concorrência que deu vitória à Tecnet. O empresário Fábio Tsuzuki admitiu que ajudou comissão da EBC a elaborar o edital da licitação, ocorrida em 30 de dezembro do ano passado. Ele é dono da empresa Media Portal, única adversária da Tecnet na concorrência. “Isso mostra uma relação promíscua no órgão público e é absolutamente irregular”, disse Marsico. “Só preciso decidir qual o melhor caminho: solicitar os documentos ou já entrar com uma representação pedido abertura de processo”, explicou. O jornal teve acesso a e-mails da própria ECB mencionando que Franklin deu “prioridade zero” a esse contrato e a um outro da área. Num e-mail enviado a cinco funcionários em novembro, o gerente da comissão de licitação, Francisco Lima Filho, pede celeridade no caso: “Tendo em vista o compromisso firmado entre Collar e o ministro Franklin Martins sobre o assunto, Wellington conduz as pesquisas e Cristina toca os editais”. Collar é Ricardo Almeida Collar, ordenador de despesas da EBC.
Hoje, o prefeito Luciano Ducci (PSB) recebe o ministro das Cidades, Marcio Fortes, para assinar contratos com a Caixa Econômica Federal, para financiamento do pacote de obras que vão preparar a Curitiba para a Copa do Mundo FIFA 2014. A solenidade está marcada para as 16h30min, no Salão Brasil da Prefeitura, com a presença do vice-presidente da Caixa, Jorge Hereda, do superintendente regional da Caixa, Hermínio Basso, e do gerente regional de Governo da Caixa, Adriano Borges Resende. O Ministério das Cidades confirmou a presença do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Serão sete contratos, um para cada projeto: corredor Aeroporto/Rodoferroviária (Avenida das Torres); requalificação da Estação Rodoferroviária e seus acessos; corredor da Avenida Cândido de Abreu; extensão da Linha Verde Sul; requalificação do corredor da avenida Marechal Floriano Peixoto; Sistema Integrado de Mobilidade (uma rede inteligente de organização de trânsito); e a reforma e ampliação do terminal de ônibus Santa Cândida.
Na semana passada havia a expectativa sobre as três pesquisas, que estavam no forno, para serem divulgadas entre hoje e amanhã. Não vai haver mais anúncio nenhum. É que aos três levantamentos esperados, feitos pelo Vox Populi, Datafolha e Ibope, foram suspensos pela Justiça Eleitoral, a pedido da Coligação Novo Paraná, do candidato tucano ao Governo do Estado, Beto Richa. Os advogados alegam que a pesquisa induz a resposta do eleitor, ao inserir perguntas sobre aprovação do presidente Lula antes da pesquisa para o Governo do Estado. E não é segredo para ninguém que o petista apoia Osmar Dias (PDT) para o posto ocupado hoje por Orlando Pessuti. Uma das perguntas feitas aos eleitores, pelo Datafolha, questiona se o eleitor votaria no candidato apoiado pelo presidente Lula. A Justiça Eleitoral também acatou pedido da Coligação de Beto Richa quanto à pesquisa do Vox Populi, que não tinha ponderação do plano amostral, como exige a Lei Eleitoral para divulgação das pesquisas. Com a ausência dos levantamentos, as especulações sobre quem está liderando as intenções de voto para o Governo do Estado andam a todo o vapor. É que na semana passada os dois candidatos apareciam tecnicamente empatados, com Beto Richa na frente com diferença de 5% para o segundo colocado, Osmar Dias. A partir daí começaram o tiroteio. De um lado, Osmar garante que já passou o adversário e faz campanha em clima de “já ganhou”. E, do outro, Beto Richa acelerou as alfinetadas no pedetista.
Para se defender dos ataques de Osmar, Beto Richa, com acidez, relembrou que no governo de Álvaro Dias um protesto terminou em confronto entre professores e policiais militares. Como reação, o senador Álvaro Dias (PSDB), fez um anúncio que não é nenhuma novidade: vai votar no irmão, Osmar Dias. “O meu voto não é voto político, é voto de irmão. E sei que os companheiros do PSDB vão entender”, disse em entrevista à rádio CBN. Na verdade, no início da campanha, Álvaro já havia anunciado que o seu voto seria do irmão e de José Serra, mas que ele não poderia participar da campanha de Osmar, por razões óbvias. O “anúncio” de Álvaro provocou o outro lado, que sugere a indicação do senador tucano como secretário de Educação de Osmar. Além disso, o “anúncio de voto” traz outra consequência: Alvaro tem sido, no Senado, crítico ferrenho do Governo Lula e vem denunciando indícios de corrupção no Governo petista não é de hoje. A medida mais recente foi Álvaro pedir, por meio de requerimento, para que a candidata Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República, preste esclarecimentos no Senado, sobre as denúncias de tráfico de influência na Casa Civil, e que levou à queda da ministra Erenice Guerra, indicada por Dilma para o posto. Resta saber como a manifestação de Álvaro Dias será recebida, tanto na trincheira tucana, quanto na pedetista e petista.
O que chamou a atenção no comício de ontem no Sítio Cercado, porém, é que todos os que usaram o microfone garantiram que o candidato pedetista já estava na frente, nas pesquisas. O que alguns analistas ficaram intrigados é: “como poderiam saber se nenhuma pesquisa foi divulgada nos últimos dias? As últimas pesquisas ainda davam Beto Richa (PSDB) na liderança da disputa pelo Governo do Estado. Até o “animador” do comício, Velozo Santos, ex-diretor de comunicação social da Prefeitura de Araucária, dizia animado, “como é bom estar em primeiro lugar”. “Vou iniciar a nossa conversa, com uma boa notícia para nós, curitibanos: as pesquisas dizem que Osmar já é governador do Paraná. E, nas pesquisas internas e externas, a Dilma é a nossa presidente da República”, observa o ex-governador Roberto Requião (PMDB), candidato ao Senado, e, dirigindo-se ao presidente Lula, arrematou: “Lula, você sabia que tem um candidato aqui tentando impedir a divulgação de pesquisas? Pois ele está perdendo e não quer mostrar isso na televisão”, assegurava Requião, ao fazer uma “pesquisa de opinião” entre as pessoas que assistiam o comício, pedindo para que as pessoas levantassem a mão direita quem irá votar, no dia 3 de outubro, na chapa inteira. Depois, foi a vez da candidata petista, também ao Senado, Gleisi Hoffmann, cujo discurso mais pareceu uma ameaça. “Queremos Osmar governador que, aliado à presidenta Dilma, as coisas vão mudar no Paraná. Temos certeza que se Osmar for eleito os investimentos serão feitos no Estado”, disse. Aliás, a petista parecia não estar num dos seus melhores dias para discursos. “Quanto ao crack e as drogas [o crack é uma droga], nós vamos fazer um programa nacional de combate às drogas. Vamos enfrentar isso, assim como o senhor [Lula] enfrentou a fome no País. Nós vamos também se (sic) livrar desse problema. A chapa so (sic) eu e o Requião, para o Senado. Quero tá (sic) lá [Senado] para ajudar a Dilma e o Osmar e também como representante das mulheres”, disse Gleisi.
O último a falar no comício do Sítio Cercado, ontem, o presidente Lula estava meio perdido com uma pilha de papel nas mãos. Seriam manuscritos ou script do que iria falar? Na verdade, o que estava anotado no calhamaço, era o nome de algumas pessoas e do local onde estavam: Sítio Cercado, Bairro Novo. Ainda assim, confuso com tantos papeis o presidente resolveu deixar de lado a papelada e acabou se perdendo quando pediu para que as pessoas [cabos eleitorais] baixassem as bandeiras, “para que eu leve uma boa imagem do povo do ‘Cercado Novo’ [misturou Sítio Cercado, com Bairro Novo]”. Lula também se irritou com a distância que colocaram os candidatos a deputado estadual e federal. “Não sei quem teve a feliz ideia de colocar todos os candidatos [deputado estadual e federal] numa gaiolinha, porque eles não aparecem para vocês [povo]. Vocês [candidatos] deveriam estar entre o povo, distribuindo santinho, apertando a mão das pessoas e não aí. Se fosse comigo, duvido que alguém conseguisse me colocar numa gaiolinha como aquela”, ensinou. Lula lembrou a dificuldade que foi para ele chegar à Presidência da República e que, nesta eleição, o que estará em jogo é o poder de governar para os próximos 10,15 ou 20 anos. “Não foi fácil chegar onde chegamos e poder provar, a cada dia, que nós temos competência, porque, se eu errar, é a classe trabalhadora brasileira que vai ser acusada de não saber governar. Por isso, nós temos que provar que temos mais competência que a elite”, disse, ao garantir que, em janeiro, ele vai passar a faixa presidencial à sua sucessora, Dilma Rousseff e que o governador Orlando Pessuti (PMDB) vai passar a faixa para o seu sucessor, Osmar Dias. Antes da fala de Lula, porém, Dilma Rousseff, candidata à Presidência da República, apelou para o sentimentalismo feminino, dizendo que o presidente Lula [com a escolha dela como candidata à sua sucessão] quis mostrar que é também capaz de acabar com o preconceito de que uma mulher é incapaz de governar o País. “Tenho certeza que as mulheres do Paraná sabem que uma mulher pode ser presidente do Brasil”, disse. E, sobre as denúncias que pipocam diariamente na imprensa, envolvendo a Casa Civil, Receita Federal e ex-funcionários seus, Dilma afirmou que “estão levantando falsidade e mentiras”. Para ela, isso [as denúncias feitas pela imprensa] foi gerado pelo desespero, “na tentativa de levar o clima de ódio no País. Mas, nós combateremos esse ódio com a esperança”.
O Jornal do Brasil, que agora é publicado apenas na versão online, foi alvo de hackers na última sexta-feira (17), informou hoje o portal Comunique-se. Desde então, o site www.jb.com.br permanece fora do ar. Segundo o diretor do JB, Humberto Tanure, a página deve voltar a ser exibida ainda esta tarde. Ele disse que durante esses dias a equipe de tecnologia trabalhou para restabelecer o site e no reforço da segurança para que a página não seja invadida novamente. Mesmo com o problema, a Redação continua trabalhando e o conteúdo produzido durante esses dias deve ser publicado quando o site voltar ao ar, informou o site O Repórter. A versão digital do jornal já está disponível, mas o conteúdo em tempo real, que alimenta o site, ainda aguarda o restabelecimento da página para ser exibido. Nos primeiros dias que deixou o impresso para passar para o digital, a página do JB chegou a registrar sobrecarga pelo número de acessos. A transição para a versão online aconteceu no dia (1). O acesso gratuito ao JB Digital ficará disponível aos leitores até o dia (30), a partir desse dia os interessados poderão assinar o conteúdo mensalmente por R$ 9,90. No entanto, as áreas de “Tempo Real”, atualizado permanentemente, “Blogosfera” e a editoria “Sociedade Aberta”, e alguns textos de “Degustação” do JB Digital, terão acesso aberto e gratuito.
Vai até quinta-feira (30) da próxima semana, o prazo prorrogado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a retirada da segunda via do título de eleitor. O prazo terminaria hoje. Nas eleições deste ano, a apresentação do documento é obrigatória e, por isso, em caso de perda o eleitor deve pedir a segunda via no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). Na hora de votar, além do título, o eleitor deve levar um documento com foto. Até as eleições de 2008, para votar bastava apresentar a carteira de identidade. Com a nova regra, os atendimentos no TRE-PR aumentaram mais de dez vezes. Só no último fim de semana, no plantão do Tribunal, segundo o jornal Gazeta do Povo, foram emitidas cerca de 3,6 mil segundas vias de título eleitoral. “Acredito que nas próximas eleições o movimento vai cair, porque nessas eleições acumulou o movimento de 15 anos”, afirmou o chefe da central de atendimento ao eleitor, Rogério Born. O grande volume de atendimentos começou depois do feriado de 7 de Setembro, quando passaram de 100 para 2 mil atendimentos por dia, segundo Born. Entre os atendimentos diários, 99% são para a emissão da segunda via do título. Os atendimentos levam em média de 20 a 30 minutos. O TRE-PR fica na rua João Parolin, 224, no Prado Velho. O horário de atendimento é das 12 às 18 horas.








