A Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Curitiba instaurou inquérito civil para apurar notícia de irregularidade envolvendo a OI, operadora de telefonia. De acordo com informações de consumidores levadas ao Ministério Público, cerca de 70% dos telefones públicos da Capital, administrados pela empresa, não estariam funcionando. A situação chegou inclusive a ser alvo de matéria na imprensa – há suspeitas de que haveria interesse da operadora em prestar o serviço de forma precária mesmo, para “obrigar” os consumidores a fazerem uso de telefone celular em detrimento dos orelhões. O inquérito é conduzido pelos promotores de Justiça Maximiliano Ribeiro Deliberador e Cristina Corso Ruaro e foi aberto na sexta-feira (3). O MP-PR destaca que a Anatel determina que “as solicitações de reparo de telefone público poderão ser feitas diretamente à concessionária de telefonia. A Anatel exige que 98% delas sejam atendidas em até 8 horas e, em qualquer hipótese, esse prazo nunca poderá ultrapassar 24 horas”. Foi dado prazo de 15 dias para que a OI se manifeste oficialmente à Promotoria de Justiça.

