E por falar em Ademar Traiano (PSDB), ele criou “clima” na Assembleia Legislativa, por conta das audiências públicas marcadas em quatro cidades paranaenses para discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do salário mínimo regional. Ele acha que não adianta debater e ir à fundo no assunto se a “bancada do rolo compressor” aprova tudo conforme o governador quer e não adianta discutir. “Não sou contra piso regional, mas acho que o governador [Roberto Requião, PMDB] deveria, acima de tudo, não ingerir na iniciativa privada e fazer valer o mesmo critério para seus próprios funcionários, que não recebem esse mínimo regional. Ao irmos ao interior estamos criando uma falsa expectativa ao empresariado, porque o projeto pode não atender os interesses dos empresários, porque, aqui (na Assembleia), o Governo tem a maioria e vai aprovar aquilo que bem entende. Então, não adianta discutir isso nas audiências públicas, porque pode não adiantar nada”, disse, ao avaliar que a direção da Assembleia Legislativa AL tem feito um bom trabalho de ouvir a população. “Por que não ouvimos os empresários antes? As audiências públicas não são realizadas com objetivo de apenas ouvir e nada fazer. Fizemos isso quando discutimos a lei do ICMS [minirreforma tributária] e, praticamente, nada mudou. Não podemos criar falsas expectativas, falsas ilusões ao empresariado, para, depois, não acontecer nada”.
