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Debate na Band foi morno e sem o brilho de outras eleições

 Foto: Pedro Serápio /Gazeta do PovoNa noite de quinta-feira (12), os sete candidatos ao Governo do Estado – Luiz Felipe Bergmann (PSOL), Robinson de Paula (PRTB), Paulo Salamuni (PV), Osmar Dias (PDT), Avanilson Alves Araújo (PSTU), Beto Richa (PSDB) e Amadeu Felipe (PCB) – participaram do primeiro debate promovido pela TV Band. Foi um programa sem brilho e sem grandes novidades em termos de propostas. Durante as duas horas, a participação da maioria dos candidatos foi apagada e demonstrou a muitos deles faltou conhecimento, especialmente no que compete ao governador. Luiz Felipe Bergmann (PSTU) por exemplo, esqueceu que salário mínimo nacional compete ao Governo Federal. Ele propõem melhoria do salário mínimo como propõe o Dieese, acima de R$ 2 mil, e a redução da carga horária de trabalho de 36 horas semanais. Robinson de Paula (PRTB), por sua vez, se revezou em apenas dois temas: uso de caixa 2 pelos candidatos e a construção de um pólo industrial, nos moldes da zona Franca de Manaus. O ex-vereador Paulo Salamuni (PV), se preocupou com a transparência na Assembleia Legislativa, e em parecer uma pessoa culta, fazendo citações de pensadores, até se comparou a Jesus (lembrando frase muito usada pelo ex-governador Roberto Requião, do PMDB): “O PV entrou com pedido de impugnação do presidente da Assembleia Legislativa e do primeiro secretário, porque a minha indignação é santa, como foi santa a indignação de Cristo que pegou o chicote e expulsou os vendilhões do templo”. Nessas duas horas, ouviu-se de tudo um pouco, como a proibição do uso de agrotóxico defendida por Robinson de Paula (PRTB) que, foi autor de uma pérola, que vale a pena ser repetida. Para ele, a criação do pólo industrial “trará muitos benefícios para o Estado, como por exemplo, alavancar o desemprego (?!)”. Ou, ainda, a defesa apaixonada de Avanilson Araújo, do PSTU, da descriminalização das drogas que, na opinião dele, vai reduzir a criminalidade; ou, então, a polícia desmilitarizada e o esvaziamento das cadeias, já que, segundo o candidato, os presídios estão lotados de trabalhadores; e também Avanilson quer acabar com a polícia nas escolas, porque ele acha que policial é para prender bandido e não cuidar da “rebeldia” de crianças. Amadeu Felipe (PCB), na abertura e nas considerações finais, leu texto pronto, preparado por sua assessoria, talvez, e nem sequer fez questão de esconder. Ficou estranho. Beto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT) não chegaram a responder e perguntar um ao outro, mas houve as alfinetadas discretas, mas sem citar nomes. “Estou numa chapa majoritária onde ninguém votou pela privatização do Banestado”, disparou Osmar Dias. “Não vou explorar esse assunto (privatização do Banestado), porque a lei que criou a privatização das rodovias foi de autoria de um deputado do PDT (Neivo Beraldin) e a venda do Banestado foi idealizada pelo então presidente do Banco, que é do PMDB (Reinhold Stephanes). A minha coligação foi formada por princípios e não por conveniência do momento”, atirou Beto Richa. Se de um lado, Osmar Dias, que parecia transfigurado, para a área da saúde, ao invés de falar sobre suas propostas, elogiou programas do ex-governador Roberto Requião (PMDB) – a construção dos 44 hospitais, as clínicas da mulher e da criança, leite da criança – e afirmou que vai fazer uma política para atender a gestante. Sobre isso, Richa disse que o “candidato” preferiu não citar o programa “Mãe Curitibana”, criado por Luciano Ducci, seu vice e que agora comanda a Prefeitura de Curitiba. “Vamos implantar o Mãe Paranaense. O candidato só não teve coragem para citar o nome do Mãe Curitibana, que deu certo”, disparou. Também houve situações hilárias, como uma placa que impedia o senador Osmar Dias de ver o relógio. Assim, ou ele falava pouco, sobrando tempo, ou era interrompido pelo mediador porque extrapolava o tempo. Ou, então, o candidato Paulo Salamuni afirmar que foi ele quem deixou o poder.Ora, deixou o poder porque não foi eleito. Foi reprovado nas urnas, para vereador, em 2008. Ou, ainda, o candidato Luiz Felipe Bergmann (PSOL), afirmar a Paulo Salamuni, que a candidata do PV, Marina Silva, “pactuou com a liberação dos transgênicos” e que o seu vice, Guilherme Leal, dono da Natura, explora reserva florestal na Bahia. “O senhor, antes de falar de limpeza, teria que fazer limpeza no seu próprio partido”, disse. Também foi de Avanilson Araújo (PSTU), a lembrança de que o ex-governador Roberto Requião (PMDB) prometeu baixar ou acabar com o pedágio, “e pelo contrário, o pedágio não acabou, nem baixou, mas sim teve um aumento de 50% nas tarifas”.

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