O governador Orlando Pessuti (PMDB) acabou de anunciar que, a partir do dia 22 deste mês, a “Escola de Governo”, com toda a equipe de Governo, será levada para o interior do Estado. De acordo com ele, a interiorização da “Escolinha” vai acontecer a cada duas ou três semanas, com intervalo de quinze dias, nas seis regiões do Paraná. E começa pela região dos Campos Gerais. A medida contará com apoio das Associações dos Municípios, como Amunorpi, Amepar, Amuvi, Amusepe, Amupar Amerios, Amop, Amusop, Canturiguaçu, Assomec, Amusep e outras. “Vamos interiorizar as ações de Governo, em seis macrorregiões no interior do Paraná. A Rede de Governo estará indo de município a município fazendo prestação de contas da administração estadual. No dia 22, a primeira interiorização nos Campos Gerais é uma demonstração de integração com equipe de Governo. É a mesma valorização que damos a Curitiba e que queremos dar ao interior ao Paraná, que já é uma reivindicação das lideranças do interior. Nos dias da reunião tradicional da Escola de Governo, todos os secretários e presidente de autarquias estarão lá para atender prefeitos, vereadores e as lideranças da região. E, nas sextas-feiras e sábado vamos inaugurar obras. Fizemos um levantamento e constatamos que, eu e Requião, não conseguimos inaugurar sequer a metade das obras”, completa Pessuti.
Falando como governador, mas imprimindo um ritmo diferente do ex-governador Roberto Requião (PMDB), Orlando Pessuti (PMDB) transmite calma e tranquilidade no comando da “Escolinha”, no auditório do Museu Oscar Niemayer (MON). Abriu as atividades de hoje dizendo que a “Escolinha” vai continuar, mas que as pessoas não compareçam como obrigação, mas como um compromisso de cidadão. Na Era Requião, ai daquele funcionário comissionado ou não que não comparecesse. Até controle de presença existia na entrada do MON. “A Escola de Governo continuará a existir numa dinâmica maior e melhor. Cada um pode dar a sua contribuição para melhorar a Escola de Governo”, disse Pessuti, na abertura dos trabalhos. Para quem estava acostumado com o “jeito Requião de ser”, a partir de agora será um tédio só as terças-feiras.
O governador Roberto Requião (PMDB), fez um agradecimento formal aos deputados por terem aprovado projeto que reajusta o salário mínimo regional, em tempo recorde. “Somente assim poderemos sancionar o projeto em tempo hábil”, afirma o governador, em tom de despedida. Disse ainda que encerra a “Escolinha” de forma muito verde, já que é a Secretaria de Meio Ambiente quem faz o balanço das atividades. Amanhã, dia 31, conforme Requião, haverá transmissão de cargo simbólica, pela manhã e, à tarde, vai a Ponta Grossa para inaugurar o Hospital Regional. Afirma, também, que os 638 funcionários estão sendo “trenados” (sic) para assumir as funções, e agradeceu os deputados que homenagearam o seu pai Tadeu de Mello e Silva, que nomeia o hospital de Ponta Grossa. “Ouvi muitas críticas pelo hospital receber o nome do meu pai. Hoje, ainda, muitos anos depois da morte do meu pai, quando tenho dificuldade política penso no que ele faria, porque ele era extremamente duro e ético. O hospital de PG é um dos 44 que construímos e o Hospital de Guaraqueçaba tem o nome da minha mãe”, acrescenta, lembrando a Bíblia que, diz: “Honrarás pai e mãe, senão o que vai fazer?”. Pois é, o governador está honrando pai e mãe!
A “Escolinha” de hoje, no auditório do Museu Oscar Niemayer (MON) está transcorrendo em clima de despedida. É hora de “mostrar” tudo o que foi feito nesta administração, que já dura 7 anos. Primeiro, falou o secretário de Saúde, Gilberto Martin, que também está se despedindo para disputar as eleições deste ano. No setor, está tudo bem, segundo ele e Requião. “É a melhor saúde do mundo. Ninguém fez, no Brasil, o que fizemos no Paraná”, disse o governador, no seu melhor estilo. Depois, foi a vez do secretário do Desenvolvimento Urbano, Forte Neto, desejar boa sorte para Requião, que está pronto para concorrer ao Senado. Na sequência, ainda estão assinando convênio entre o Governo do Estado e dezenas de prefeituras para diversas ações. Neste momento, fala Rasca Rodrigues, que também vai deixar o cargo para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa, pelo PV.
Num vídeo de pouco mais de 10 minutos, reproduzindo parte do programa Brasil Nação, que foi ao ar pela TV Educativa, no domingo (21), o governador Roberto Requião (PMDB), agora a pouco na “Escolinha”, conseguiu um resumo do que vive repetindo: bancos privados e Henrique Meirelles, presidente do Banco Central. No “VT”, como diz o peemedebista, três especialistas em economia discutiram a dívida pública (que já chegou a 3 trilhões de reais), criticaram os bancos privados e a ação do Banco Central “protegendo” essas instituições financeiras. Requião, ao final do “VT”, disse que se o Brasil tivesse contestado, em 1978, a elevação das taxas de juros, de 6% para 20,5%, a dívida pública do País “viraria pó”. Ele disse que os candidatos à Presidência da República se recusam a discutir esse assunto. Diz que os principais candidatos, como a Dilma [Rousseff, ministra da Casa Civil] é mãe do PAC e Serra [José, governador de São Paulo] é o pai do SUS, se recusam a debater a questão. Será que Requião esqueceu que a lei eleitoral não permite debates? Ele deve estar ansioso e quer que as discussões sobre temas que afetam a vida dos brasileiros sejam feitas antes do tempo. A lei diz que campanha eleitoral só depois do dia 5 de julho.
“Nóis se finge de leitão para pode mamar deitado. Nóis tá tudo acertado”, disse o governador Roberto Requião (PMDB), agora a pouco na “Escolinha”. Só esquecer de dizer o que está acertado, e com quem. Depois falou sobre o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e quem o governador garante não tem nada de pessoal contra o petista. Mas, disse com todas as letras que Bernardo não quis resolver o problema com o Banco Itaú e que a dívida chega a mais de R$ 2,7 bilhões. “Não encontramos guarida junto ao Governo Federal. Fundamentalmente, o que fazem é uma ilegalidade absoluta. Significa dizer que são contra o Estado e que defendem os bancos, defendem a banca privada. E tem mais. O problema do Porto (de Paranaguá), até hoje, não tem autorização para operar com container. É o maldito lobby de interesses, que não são do povo. Nesse caso não estamos acertados (com Paulo Bernardo). Quero as coisas claras, porque estão ferrando o Paraná deliberadamente”, completa. Requião disse também que fica “extremamente aborrecido” quando dizem que ele precisa fazer as pazes com Paulo Bernardo. Afirma que não tem nada pessoal contra o ministro, mas que não gosta do que ele faz, prometendo entregar as denúncias que fez sobre o suposto superfaturamento na construção de uma estrada de ferro, ao Ministério Público. Agora, pelo jeito, Bernardo e Requião vão deixar o twitter e vão brigar no MP, instância, aliás, adequada para isso.
Primeiro, o governador Roberto Requião (PMDB) citou Winston Churchill (primeiro-ministro britânico), para falar sobre os projetos que estão na Assembleia Legislativa para serem votados, na “Escolinha”, agora a pouco. Depois, chamou Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), líder do Governo na AL, que citou Adolf Hitler (ditador alemão): “Hitler disse que era impossível bombardear Londres (na Segunda Guerra Churchill era primeiro-ministro) sem matar inocentes”. E garantiu que todos os projetos serão votados e aprovados na AL e pediu para que os gestores do Estado entrem em contato com ele para dizerem “aquilo” que considerem absolutamente essencial para ser votado até 31 de março, para “agilizarmos o processo de votação”. Espera-se que Romanelli não aplique a filosofia, nem de Churchill (que pregava a vitória, vitória e vitória, a todo o custo), muito menos de Hitler (que dizimou milhares de judeus), para aprovar esses projetos na Assembleia Legislativa. Declarações infelizes.
Vem aí, mais um projeto perenizador. Um projeto de lei, que está em fase final de elaboração, que pretende obrigar os próximos governos a manter a educação especial “para sempre”. O governador Roberto Requião (PMDB) disse que, no próximo dia 22, às 14 horas, o vice-governador Orlando Pessuti (PMDB) vai à Assembleia Legislativa entregar o projeto que torna permanente o projeto de atendimento às escolas especiais do Paraná. Também aproveitou para disparar farpas ao Governo Federal, “não ao presidente Lula”, mas aos funcionários que insistem em acabar com as APAES. “Estabelecem barreira e a visão crítica é pouco inteligente. Existem alguns gênios ligados ao Governo Federal, que resolveram acabar com as escolas especiais e as APAES”, atira, dizendo que, na medida do possível o Paraná continuará dando apoio a essas escolas. “Essa história de jogar todo mundo numa escola comum é absurda. Se a escola comum puder atender pequenos problemas, com atendimento diferenciado, não há problema, mas defendemos a escola especial. E, por isso, estamos prorrogando o convênio com as APAES, por dois anos. Estamos também enviando uma Lei para a Assembleia Legislativa, que torna essa relação Estado e escolas, definitiva. Deixa de ser um programa de governo para ser definitivo. Instaura regime de apoio às escolas especiais”, completa.
O governador Roberto Requião (PMDB) acabou de dar um puxão de orelhas na sua base de sustentação na Assembleia Legislativa. Disse que se o projeto que tramita na Casa, que trata do salário mínimo regional, for aprovado depois do dia 31 deste mês (quando deve deixar o Governo), não terá mais validade, por causa da legislação eleitoral. “Chamo a atenção para a procrastinação, que pode se transformar em crime eleitoral. Não sei por que tanta discussão? Depois das promessas disseram que aprovariam liminarmente, já que o assunto já foi debatido com trabalhadores. Tenho as minhas dúvidas em discutir a lei com quem vai pagar. Os empresários vai sempre querer pagar menos. Esse é um lembrete do Executivo para a procrastinação da votação do salário mínimo regional”, afirma.
Hilário. Agora a pouco, ao divulgar as “atrações” da “Escolinha” de hoje, o governador Roberto Requião (PMDB), anunciou o lançamento de um selo comemorativo pelo aniversário do Porto de Paranaguá. Ao superintendente dos Correios, Requião sugeriu: “lancem um selo com a figura do Paulo Bernardo [ministro do Planejamento], que é dono do PT”. Mágoas?

