TOPO

Alunos da Uningá se revoltam e organizam protesto contra bolsas irregulares do Prouni

Alunos da Uningá, instituição de ensino de Maringá que concedeu bolsa de estudo a três jovens de classe alta, estão revoltados com o fato. O caso foi denunciado pelo programa Fantástico, da Rede Globo, neste domingo (2). Os estudantes estão se mobilizando pela internet e prometem um protesto para terça-feira (4). É a própria instituição que decide quem recebe a bolsa do Prouni e que encaminha a lista para o Ministério da Educação (MEC). As três jovens têm parentes em cargos importantes na faculdade. Belisa é filha de Ney Stival, o diretor de ensino da Uningá. Camila é filha de Vânea Colombari, coordenadora de cursos profissionalizantes. Milena é sobrinha de Vânea. “A imagem da instituição está manchada e o nosso currículo também, porque esse caso teve repercussão nacional”, diz a estudante Emily de Carvalho Ferrari, aluna de Fisioterapia. Diante da situação, alunos da faculdade estão planejando um protesto em uma comunidade no site de relacionamentos Orkut. De acordo com Renan Luiz Fernandes, também acadêmico de Fisioterapia, haverá uma reunião na noite desta segunda-feira (3), para acertar os detalhes da manifestação. Antes, o grupo passará de sala em sala, pedindo adesão dos colegas. Na sexta-feira (30), um dia depois da entrevista do diretor geral, a Uningá enviou uma retificação dizendo que Belisa e Camila não tiveram o benefício mantido pelo Prouni em 2010, por não apresentarem a documentação necessária. O Ministério da Educação desmentiu a informação e esclareceu que a faculdade cancelou as duas bolsas apenas na sexta-feira, depois de saber que o Fantástico preparava a reportagem. “Se for constatada a irregularidade, a instituição vai ser desvinculada, podendo inclusive responder judicialmente e até criminalmente pelos fatos”, afirmou á Rede Globo Simone Horta, coordenadora de supervisão do Prouni. Quanto às três jovens, o MEC informou que elas podem responder na Justiça, além de devolver o dinheiro público. Atualmente, 450 mil estudantes fazem faculdade graças ao Prouni. Ano passado, devido a irregularidades, 1.700 bolsas foram canceladas e 15 instituições desvinculadas do programa. Com informações do Jornal de Maringá.

Deixe sua opinião

Seu emailnunca será publicado ou compartilhado.

Você pode utilizar tagsHTML :<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>