O PV está disposto a lutar pela sua candidata à Presidência da República, a senadora Marina Silva (PV-AC). Hoje, foi confirmado o empresário Guilherme Leal, presidente da Natura, como provável candidato à vice de sua chapa para as eleições presidenciais. “Há o desejo de ambas as partes, do PV e de grande parte do empresariado brasileiro”, disse em uma entrevista coletiva em Porto Alegre. Segundo a Agência Brasil, Marina está na cidade para atividades do Fórum Social Mundial. Leal disse que a confirmação da chapa passará por um processo de amadurecimento, como a composição de outras candidaturas, que assim como a de Marina, ainda não anunciaram formalmente os vices. “Quando me filiei foi um gesto político. Tinha o significado de que estou a serviço do movimento que a Marina está promovendo. Os desejos, as disponibilidades políticas estão colocadas, precisam ser amadurecidas”, afirmou o empresário. Segundo Marina, Leal é um empresário que discutia e se preocupava com a sustentabilidade “quando o tema ainda não era moda”.
Está confirmado para a próxima quinta-feira, dia 4 de fevereiro, a audiência de instrução e julgamento do caso do ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho, sob a presidência do Juiz de Direito Daniel Ribeiro Surdi de Avelar. As 18 testemunhas apresentadas pelo Ministério Público na denúncia criminal, e as testemunhas residentes em Curitiba, listadas pela defesa do ex-deputado serão ouvidas. Os deputados estaduais Valdir Rossoni (PSDB) e Durval Amaral (DEM) estão entre as testemunhas de defesa de Carli Filho. O ex-deputado é acusado de duplo homicídio qualificado pelas mortes de Gilmar Rafael de Souza Yared, e Carlos Murilo de Almeida, em uma colisão de trânsito em maio de 2009. De acordo com os laudos periciais, Carli Filho estaria em alta velocidade e embriagado no momento do acidente.
“Fui convidado. Aceitei. Vou assumir na terça-feira”. Palavras do secretário especial do Governo do Paraná, Luiz Mussi, que comandará o IAP (Instituto Ambiental do Paraná), em substituição a Vitor Hugo Burko, que foi condenado pela Justiça pela contratação, sem concurso, de 30 servidores, no período em que foi prefeito de Guarapuava. Além disso, a Justiça determinou o afastamento imediato de Burko do cargo. Em contato com este blog, Mussi disse que tomará, de imediato, duas medidas: vai rever a questão do lixo, porque acha que tem muito caroço nesse angu; e suspender todas as licenças ambientais dadas até agora e as que estão em andamento. Ele garantiu que está disposto a “infernizar” e, pelo jeito, vem chumbo grosso por aí. De outro lado, Mussi lamentou a forma como a Gazeta do Povo noticiou o assunto. Assegurou que foi convidado para assumir o posto e não que teria “pedido” o cargo e, também criticou a foto usada na nota, de Luiz Felipe Haj Mussi, falecido no ano passado, no lugar da sua. “Eu jamais pediria para assumir qualquer cargo. Fui convidado. E a troca de fotos mostra o quanto o jornal me conhece”, atirou. A partir de agora, muita gente vai colocar as barbas de molho. No ano passado, na Assembleia Legislativa, alguns deputados denunciaram a existência de irregularidades em licenças ambientais. É bem possível que Mussi coloque o dedo, fundo, nessa ferida.
Os motoristas curitibanos que se cuidem. Ontem, o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) suspendeu a decisão que obrigou a Urbanização de Curitiba S.A. (URBS), empresa responsável pelo gerenciamento do trânsito na capital, a desligar os radares em Curitiba no início de dezembro. Os 110 aparelhos de fiscalização eletrônica instalados foram desligados no dia 3 de dezembro. A URBS informou que ainda não foi notificada oficialmente da decisão e, por isso, não poderia dizer quando os radares voltarão a funcionar. Os radares pararam de operar por determinação do próprio Tribunal depois que o Ministério Público Estadual entrou com uma ação civil contra a prorrogação do contrato entre a URBS e a Consilux, responsável pela manutenção dos aparelhos. A decisão liminar da 4.ª Câmara Cível do TJ-PR, de 4 de novembro, suspendia o contrato e determinava o desligamento da fiscalização eletrônica. Na sexta-feira (15), a URBS anunciou que a Consilux venceu a nova licitação para operação dos radares. A empresa foi a única aprovada na fase de avaliação técnica, entre sete concorrentes. A previsão era de que o novo contrato fosse assinado em 2 de fevereiro. O valor total por mês do contrato será de R$ 725 mil, um desconto de 34% em relação ao preço máximo em edital, de R$ 1,096 milhão. O número de radares deve aumentar de 110 para 140. As informações são da Gazeta do Povo.
Diz O Estado do Paraná que o presidente do PMDB paranaense, deputado Waldyr Pugliesi, confirmou ontem que o grupo contrário ao fechamento da aliança com o PT de Dilma Roussef deve recorrer à Justiça para impedir que a convenção nacional do partido seja antecipada de março para o próximo dia 6 de fevereiro – conforme decisão da Comissão Executiva Nacional. Segundo Pugliesi, os membros da cúpula nacional só estão interessados em confirmar o presidente da legenda, deputado federal Michel Temer (SP), como candidato à vice-presidente da República na chapa encabeçada pela ministra Dilma Roussef (PT). “É um golpe branco dentro do partido. Fui o primeiro presidente de diretório estadual a discordar da aliança com o PT. Esse pessoal está interessado nos cargos e ministérios que ocupam. Pois nós vamos contratar advogado e tentar impedir que esta convenção se realize”, afirma. Segundo Pugliesi, a antecipação da convenção representa um “desrespeito a um líder histórico”, o governador do Estado, Roberto Requião, que lançou sua pré-candidatura à Presidência da República com o apoio de 15 diretórios estaduais.
Os advogados do prefeito de Campo Mourão, Nelson Turek (PMDB) conseguiram um efeito suspensivo, no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE), da decisão de cassação do mandato. No final da tarde de ontem, O juiz James de Hamilton Oliveira Macedo resolveu anular o efeito de sua decisão, até que o TRE julgue os recursos de defesa do prefeito. Com isso, a determinação dada pela Justiça Eleitoral para que o presidente da Câmara, Eraldo Teodoro de Oliveira (PMDB), empossasse o empresário Tauillo Tezelli (PPS), segundo colocado nas eleições de 2008. Desde a tarde de terça-feira (26), os advogados de Tureck já trabalhavam para suspender a sentença. Segundo o Jornal de Maringá, o advogado Cezar Ferreira contou que foram apresentados todos os recursos possíveis, inclusive na Comarca de Campo Mourão (onde a sentença foi assinada) e no TRE, em Curitiba, onde Tureck está desde segunda-feira. A Justiça Eleitoral de Campo Mourão cassou o mandato Tureck e de sua vice, Regina Massareto Bronzel Dubay (PR), por abuso do poder econômico e uso da máquina pública durante a campanha de 2008. De acordo com a sentença, Tureck poderia ter levado vantagem sobre o adversário ao realizar e participar da inauguração de um abatedouro de aves (Frangobras) em 2008, “fazendo-se dela evento político eleitoral, com potencialidade de desequilíbrio na disputa eleitoral”. No entender do juiz, a lisura das eleições em Campo Mourão foi maculada por causa da sugestão e perspectiva popular de milhares de empregos. A ação contra o prefeito Nelson Tureck foi proposta pelo ex-prefeito Tauillo Tezelli.
Com a pressão nas alturas – 18 por 12 – o presidente Lula foi internado ontem à noite, no Hospital Português, no Recife, depois de passar mal por causa de uma crise hipertensiva. O petista recebeu alta na manhã de hoje depois de passar por uma bateria de exames. De acordo com a assessoria Presidência, Lula vai para São Bernardo do Campo (SP) e deve permanecer lá no fim de semana. Todos os compromissos oficiais para o período estão cancelados, incluindo a participação no Fórum Econômico de Davos (será representado pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles) e na etapa de Salvador do Fórum Social Mundial. A agenda deve ser retomada na segunda-feira (1º). Lula realizou exames no início da madrugada e, por volta das 3h, já dormia para descansar e sua pressão já havia normalizado. Em princípio, segundo a assessoria, o presidente não deve passar por novos exames médicos em São Paulo. Pelo visto, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, está dando muito trabalho… As informações são do G1.
Em reunião com representantes da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), hoje em Brasília, o prefeito Beto Richa (PSDB) para negociar o financiamento para a conclusão da Linha Verde Norte, do Jardim Botânico ao Atuba. Richa considerou a reunião “muito produtiva”, e disse que o contrato com a AFD será de 72 milhões de euros, metade do valor será contrapartida da Prefeitura. Na reunião, também ficou definido que os juros serão de 3,87% ao ano, com cinco anos de carência e vinte anos para pagamento, conforme acordado com Nicolas Mounier, da área de contratos da AFD. A negociação com os representantes da AFD vem ocorrendo em Brasília há duas semanas. Amanhã, o grupo técnico da Prefeitura finalizará os últimos detalhes para a assinatura do contrato, que deve acontecer em fevereiro. “A expectativa é lançarmos o edital para o primeiro lote da Linha Verde Norte ainda em março”, afirmou Richa, lembrando que a Linha Verde é o sexto corredor de transporte e a maior avenida de Curitiba, construída pela Prefeitura no trecho urbano da antiga BR-116.
Um negócio da China: o SUS faz o atendimento e o usuário paga a operadora de saúde. Nesses 11 anos de vigência da Lei 9.656, de 1998, teriam sido surrupiados do SUS cerca de R$ 2 bilhões por ano, já confessados, em audiências públicas, pelas operadoras e pela Agência Nacional de Saúde (ANS). Segundo a lei, todos os procedimentos a que o usuário de plano de saúde tem direito pela operadora e são feitos no SUS, devem ser ressarcidos pela própria operadora. A responsável legal pelo recolhimento é a Agência Nacional de Saúde que, nos últimos 11 anos, só tem cobrado internações, deixando de lado o mais caro, que são procedimentos ambulatoriais de alto custo (quimioterapias, hemodiálises, radiologias, tomografias e outros), de acordo com auditorias do TCU – Tribunal de Contas da União. Quando cobra, o SUS recebe menos de 20% com atrasos, em média, de cinco anos. Em junho do ano passado, o ministro José Gomes Temporão anunciou o lançamento do Sistema Eletrônico de Ressarcimento ao SUS para cobrar das operadoras o que a rede pública gasta no atendimento de seus clientes. Até agora, não foi instalado e até mesmo o antigo sistema de cobrança, que registrava, de maneira rudimentar, as internações desde 2006, está fora do ar há mais de um ano. Há uma Adin – Ação Direta de Inconstitucionalidade – tramitando no Supremo Tribunal Federal (STF), que não invalida a lei de 1998 e a própria ANS usa como desculpa a dificuldade de cobrança junto aos planos de saúde. O Brasil tem, hoje, mais de 1.500 planos e 47 milhões de beneficiários. E o roubo – a expressão não poderia ser outra – poderá alcançar, em 2010, R$ 24 bilhões. As Informações são de Giba Um.
Há dois dias, o governador Roberto Requião (PMDB) só vem lamentando as decisões da Justiça. Ontem, reclamou da suspensão das obras da Sanepar em Londrina, e, hoje, os juízes suspenderam a compra da draga para o Porto de Paranaguá. Os avisos de paralisação de obras e da aquisição das dragas foram feitos pelo próprio Requião, em seu Twitter. “juizes param obra da sanepar compra da draga em Pga . Ruim para o Parana”. O autor da ação na Justiça é o grego Georges Pantazis, proprietário Interfabric, de São José dos Pinhais. Ele é conhecido do ex-governador Jaime Lerner (DEM), por vender e não entregar, em 1999, 17 mil jaquetas de náilon para a Polícia Militar do Paraná, faturando R$ 1,7 milhões. Pantazis só não está no cadastro dos fornecedores bloqueados pelo Governo do Estado, porque a Justiça entendeu que a compra das jaquetas não foi feita com recursos públicos, mas com dinheiro do Fundo da Polícia Militar, formado pela contribuição dos próprios soldados. Pantazis também é proprietário da KDD Comercial de Manufaturados que, em 2003, foi condenada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) por não repassar ao INSS os valores descontados de seus empregados. A KDD, especializada em equipamentos médico-hospitalares e odontológicos, também consta na lista de empresas devedoras do Porto de Paranaguá e, por isso, impedida de operar no porto paranaense. A Interfabric, mesmo num ramo totalmente diversos do que costumava operar, participou da licitação, mas foi deixada de lado, depois que veio à tona as denúncias sobre a empresa, e que a licitação poderia estar sendo dirigida.




