Sobrepreço em trem-bala reforça retaliação
Uma notícia publicada pelos jornais de circulação nacional aponta para um fato intrigante. Ontem, a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil e candidata à Presidência da República pelo PT, disse com todas as letras que o Governo Federal não pode bancar R$ 1 bilhão para o metrô de Curitiba. No entanto, o CBT (Comitê Brasileiro de Túneis) aponta erros e até sobrepreços nos valores dos túneis do primeiro trem-bala brasileiro, que deve custar aos cofres públicos R$ 35 bilhões. Segundo o presidente do CBT, Tarcísio Barreto Celestino, não há consistência técnica no estudo da ligação ferroviária entre Rio, São Paulo e Campinas. Se há sobrepreço, o Governo Federal poderia refazer as contas e, então, é bem possível que sobre R$ 1 bilhão para o metrô curitibano. A notícia reforça a ideia de que a posição da ministra é retaliação com o prefeito Beto Richa, que é do mesmo partido (PSDB), do governador paulista, José Serra, principal adversário de Dilma nas eleições de 2010.

Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil
Uma notícia publicada pelos jornais de circulação nacional aponta para um fato intrigante. Ontem, a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil e candidata à Presidência da República pelo PT, disse com todas as letras que o Governo Federal não pode bancar R$ 1 bilhão para o metrô de Curitiba. No entanto, o CBT (Comitê Brasileiro de Túneis) aponta erros e até sobrepreços nos valores dos túneis do primeiro trem-bala brasileiro, que deve custar aos cofres públicos R$ 35 bilhões. Segundo o presidente do CBT, Tarcísio Barreto Celestino, não há consistência técnica no estudo da ligação ferroviária entre Rio, São Paulo e Campinas. Se há sobrepreço, o Governo Federal poderia refazer as contas e, então, é bem possível que sobre R$ 1 bilhão para o metrô curitibano. A notícia reforça a ideia de que a posição da ministra é retaliação com o prefeito Beto Richa, que é do mesmo partido (PSDB), do governador paulista, José Serra, principal adversário de Dilma nas eleições de 2010.