O deputado Stephanes Júnior (PMDB), que já enfrentou três processos de expulsão no partido, é uma das testemunhas do deputado Mauro Moraes, que está pedindo no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) a desfiliação da legenda, mas não quer perder o mandato. Stephanes afirmou, perante o juiz, que “realmente o PMDB é uma ditadura” e que há perseguição para quem não cumpre das determinações “autoritárias” da direção do partido. O interessante é que o PMDB foi o partido que mais combateu a ditadura militar…
O deputado Nelson Justus (DEM), presidente da Assembleia Legislativa, comemora o resultado da implantação do Portal da Transparência, que foi ao ar na semana passada. Segundo ele, o número de e-mails enviado, parabenizando a Casa pela iniciativa. “Recebemos e-mail do Brasil inteiro, e de todo Paraná. Nunca vi nada parecido… Recebemos algumas críticas, mas a maioria era para parabenizar pelo Portal”, disse, ao comentar que lembrou do deputado Antônio Belinati (PP), que todos os dias lê, na tribuna, os e-mails que recebe. “Lembrei do senhor (dirigindo-se a Belinati), neste final de semana, por ser um e-meísta (sic) contumaz”, falou.
A procuradora de Justiça em São Paulo Luiza Nagib Eluf, fez uma leitura atenta de artigos da Lei 12.015, que passou a valer a partir de agosto deste ano e promoveu alterações no Código Penal e na Lei de Crimes Hediondos com o objetivo de tornar mais severas as punições aos crimes de estupro e pedofilia. Os crimes antes considerados atentado violento ao pudor, enquadrados no Artigo 214 do Código Penal, agora serão contemplados no Artigo 213, referente ao estupro. Com isso, estupro e atentado violento ao pudor, que eram dois crimes autônomos com penas somadas, devem resultar na aplicação de uma única pena. “Realmente corremos o risco de as penas serem menores. Antigamente aplicávamos concurso material de delitos. Quem praticou [de forma forçada] sexo vaginal [que era estupro] e depois oral [que era atentado violento ao pudor] podia receber seis anos por causa de cada delito. Sempre pedi condenação pelos dois delitos com penas somadas. Agora eles passaram a ser a mesma coisa”, afirma Luiza, especialista em direito penal e autora de diversas publicações sobre crimes sexuais. Segundo a procuradora, a nova lei também peca ao não corrigir a ampla abrangência do atentado violento ao pudor. O Artigo 213 faz menção a “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal “ ou a praticar “outro ato libidinoso”. As penas previstas são reclusão de seis a dez anos; de oito a 12 anos se a vítima tiver idade entre 14 e 18 anos; e de 12 a 30 anos se o crime resultar em morte. “Outro ato libidinoso pode ser um beijo e aí não dá para aplicar seis anos de prisão a quem beijou uma pessoa à força. Isso não pode ser tão grave quanto a conjunção carnal e outros tipos de violação”, argumenta. “[A lei] tinha que ter detalhado melhor o que são esse atos libidinosos. Quando fala em outro ato libidinoso pode ser qualquer ato. O direito penal tem que ser muito preciso e claro. Relação oral ou anal forçada é sim comparável ao estupro, mas outros atos já não são”, acrescenta. Para a ministra-chefe da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), Nilcéa Freire, que diz ter opinado pela sanção integral do projeto enviado pelo Congresso, a nova legislação é um avanço e aumenta o rigor punitivo. “Nós opinamos pela sanção dessas modificações que hoje constituem o novo Código Penal brasileiro. À medida que se amplia a visão do que significa o crime sexual, ele não é mais somente a partir da questão física, mas também a própria intenção e subjugação do outro no sentido da violência sexual é considerada crime”, argumentou a ministra. Sobre os riscos de criminosos se beneficiarem com as mudanças na legislação, Nilcéa ressaltou que as alterações ainda estão entrando em vigor e “isso não está efetivamente comprovado.” As informações são da Agência Brasil.
Isolado na negociação das regras para a exploração de petróleo na camada do pré-sal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acabou forçado a ceder à pressão dos Estados produtores de óleo – Rio, São Paulo e Espírito Santo. O anúncio oficial do novo modelo regulatório do setor ocorre hoje, em cerimônia pomposa. Para o evento no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, foram convidadas 3 mil pessoas. O pano de fundo do novo marco regulatório são as reservas de petróleo da camada pré-sal, que podem ser até quatro vezes maiores que as reservas até então conhecidas no país. O principal argumento do governo é de que a descoberta abre caminho para poços de alto potencial e risco exploratório praticamente nulo – e que, por esse motivo, merecem ser explorados sob novas regras, com maior participação do Estado. Já o setor privado diz que a lei atual é transparente e muito bem vista pelo mercado, e que mudá-la pode afastar futuros investidores. A proposta, que será apresentada durante uma cerimônia para 3 mil convidados, ainda precisa ser aprovada pelo Congresso. As informações são do site Gabeira.com.
Para que serve, mesmo, o Supremo Tribunal Federal? Para livrar políticos de ação na Justiça? Pois é o que temos visto nos últimos dias. Recentemente, o deputado e ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci (PT) foi “inocentado” pelos magistrados. Agora, o ministro Eros Grau, do STF, arquivou mandado de segurança, considerado prejudicado o pedido de liminar protocolado pelos senadores José Nery Azevedo (PSOL-PA), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Renato Casagrande (PSB-ES), Jefferson Praia (PDT-AM), Demóstenes Torres (DEM-GO), Pedro Simon (PMDB-RS) e Kátia Abreu (DEM-TO). Eles contestavam decisão da Mesa Diretora da Casa de arquivar o pedido para que o plenário do Senado apreciasse denúncias contra seu presidente, o senador José Sarney (PMDB-AP). As denúncias por quebra de decoro parlamentar foram rejeitadas pelo Conselho de Ética e, segundo os senadores que impetraram o mandado, o arquivamento desse recurso, vedando a manifestação soberana do plenário, seria inconstitucional. Eros Grau substituiu o relator do mandado de segurança, ministro Joaquim Barbosa, conforme prevê o artigo 38 do Regimento Interno do STF, uma vez que Barbosa está de licença-médica por 20 dias, desde o dia 10 de agosto. No mandado de segurança, os sete senadores apresentam sete supostos motivos que levaram ao processo por quebra de decoro: nepotismo e apadrinhamento por meio de atos secretos; uso de influência para beneficiar o neto na obtenção de contratos no Senado; práticas ilícitas de dois ex-diretores da gestão de Sarney; ocultação de dois imóveis no valor de R$ 4 milhões e R$ 500 mil da Justiça eleitoral; malversação de recursos repassados pela Petrobras à Fundação José Sarney; omissão e inverdade sobre o papel de Sarney na Fundação e, por fim, operação imobiliária feita com sonegação de imposto.
A partir do dia 14 de setembro, veículos estacionados em locais proibidos serão rebocados pela Diretoria de Trânsito (Diretran) da Urbanização de Curitiba S/A (Urbs). O serviço de guincho removerá também veículos que, em caso de uma eventualidade, como uma pane no meio da pista, estejam congestionando o trânsito. Até o dia 14, agentes de trânsito estarão orientando motoristas para o início do funcionamento do serviço de reboque. O serviço será prestado pela empresa Auto Socorro RemovCar, vencedora de licitação feita pela Diretran em junho passado. Ao todo, são quatro caminhões guincho com capacidade para rebocar automóveis, carretas, motocicletas e caçambas. Os carros a serem removidos serão lacrados, fotografados e levados para o pátio da RemovCar, construído especialmente para atender a Diretran, na avenida Senador Salgado Filho, 6068, no Uberaba. A remoção de qualquer veículo somente será feita quando houver solicitação da Diretran e na presença de um agente de trânsito. Os caminhões de reboque foram apresentados na terça-feira (25), pelo presidente da Urbs, Marcos Isfer, a representantes da Polícia Rodoviária Federal, do Batalhão de Policiamento de Trânsito da Polícia Militar (BPTran) e da Delegacia de Furtos e Roubos. O serviço de guincho funcionará 24 horas por dia. No local de onde o carro for rebocado será deixada uma sinalização com faixa adesiva própria, para conhecimento do proprietário, informando que o veículo foi removido pela Diretran. Uma vez no pátio, o veículo só poderá ser retirado pelo proprietário mediante apresentação da documentação pessoal e do carro e pagamento da taxa de serviço. No caso de pendências, como multas licenciamento e IPVA vencidos, o proprietário ou procurador responsável deverá quitar os valores pendentes para então retirar o veículo.Veículos em situação irregular de documentação que permanecerem no pátio por mais de 90 dias poderão ser leiloados.
O Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen) deverá ser o terceiro laboratório do País a fazer o sequenciamento genético do vírus Influenza A (H1N1). O objetivo deste estudo é entender o comportamento do vírus que circula no Paraná. “O estudo servirá para saber se o vírus que circula em nosso meio adquiriu resistência ao antiviral e se apresenta maior virulência”, explicou o secretário da Saúde, Gilberto Martin. A negociação para o início dos estudos está acontecendo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que já começou o processo. Além da Fiocruz, o Instituto Adolfo Lutz (SP) também está realizando o estudo genético do novo vírus. Os primeiros resultados deste estudo no Paraná poderão ser vistos nos próximos seis meses. Martin reforçou que, do ponto de vista técnico, não se pode afirmar que o Paraná é o Estado mais crítico. “A taxa de mortalidade divulgada pelo Ministério da Saúde é calculada pelo número de mortes sobre 100 mil habitantes, o que mostra apenas que temos mais óbitos confirmados que os demais Estados, proporcionalmente. No entanto, o Lacen processou mais exames do que os outros Estados. Então, só poderemos ter o quadro real da doença quando todos os Estados finalizarem a análise dos exames”, explicou.
A entrada da senadora e ex-ministra Marina Silva (AC) na corrida sucessória de 2010 como possível candidata à Presidência pelo PV foi destaque no jornal norte-americano The New York Times, deste fim de semana, conforme informa a Agência Estado. Em uma reportagem intitulada “Uma criança da Amazônia que mexeu com a política de um país”, o diário traça o perfil da parlamentar do Acre e diz que a sua pré-candidatura “abala” o atual cenário eleitoral brasileiro. Publicado no sábado, o texto conta a história “de uma mulher humilde que superou a pobreza extrema e a doença para se tornar uma das maiores forças da política brasileira”. Sustenta que a sua mudança de partido e a eventual candidatura representam “uma inspiração para o povo brasileiro” em sua busca por um presidente para substituir Luiz Inácio Lula da Silva. O New York Times aponta a candidatura de Marina como de oposição ao nome escolhido por Lula para a sucessão, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Ontem, a senadora acreana se filiou ao PV. Foi o primeiro passo para o lançamento de sua candidatura à Presidência, prevista para o início do ano que vem.
Aproveitando a tarde de sol, ontem, integrantes do movimento “Fora Sarney” fizeram protesto no calçadão de Curitiba. Com narizes de palhaços e cartões vermelhos nas mãos, os manifestantes pediam novamente que o presidente do Senado deixe o cargo. O protesto começou às 14 horas, e durou aproximadamente uma hora. Faixas, gritos como “Pede pra sair José Sarney” e “Povo pacífico sempre, povo passivo jamais!”, deram o tom à marcha. Até pizzas de verdade foram distribuídas para quem passava pelo local. A maioria dos protestos do “Fora Sarney” foi realizado simultaneamente em diversas capitais do País. Muitos deles combinados pela internet, por meio do Twitter e sites de relacionamento. Em Curitiba, o último protesto ocorreu em julho. Aldo Abel Motelevicz, 38 anos, foi quem “puxou” o pessoal desde o Largo da Ordem até a concentração na Boca Maldita. Ele proferiu os discursos no qual pedia à população para não se acomodar com tanta corrupção. De acordo com Ailson Loper, 30 anos, integrante da passeata, outra manifestação está sendo programada para o dia 7 de Setembro. Eles também criaram uma comunidade no Orkut chamada Amigos pela Ética. As informações são do jornal O Estado do Paraná.





