O programa eleitoral do candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, disse hoje que a quebra do sigilo fiscal da filha do tucano foi uma “armação” para prejudicá-lo. Seguindo o padrão dos ataques anteriores, a locução foi feita no final do programa, num fundo diferente do restante da propaganda eleitoral. Diz o locutor: “Mais uma vez, adversários de José Serra tentam fazer uma armação para prejudicá-lo. Primeiro, violaram o imposto de renda de pessoas ligadas a Serra. Agora violaram o imposto de renda até da filha dele. É como se alguém usasse a sua senha de banco, vasculhasse a sua conta, invadisse sua casa, revirasse suas gavetas, só pra te prejudicar”. O programa compara a quebra do sigilo da filha de Serra à quebra do sigilo do caseiro Francenildo Costa. O locutor leu trecho da coluna de Dora Kramer publicada hoje no jornal O Estado de S. Paulo, na qual a jornalista diz: “A história está ficando parecida com a quebra do sigilo do caseiro Francenildo, quando para encobrir um malfeito se cometeu outro e depois se tentou incriminar a vítima”. Outro trecho lido da coluna afirma que “quanto mais o Governo tenta esconder, mais claro fica o motivo da quebra do sigilo”. O programa termina com a declaração de um homem sem identificação: “É um absurdo que isso esteja acontecendo num País que se diz democrático”.
Ministro diz que pedido de cassação é “golpe”
2 de setembro de 2010O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou hoje, em Foz do Iguaçu, que o pedido de cassação da candidatura de Dilma Rousseff (PT), feito pela coligação liderada pelo PSDB, é uma tentativa de ‘golpe eleitoral’. Ao lado do presidente Lula, Padilha afirmou que os opositores resgataram um ‘caso antigo’, do ano passado. “Essa tentativa da oposição ao presidente Lula tem um nome: golpe eleitoral”, afirma. Ele defendeu, inclusive, a presença de Lula na campanha eleitoral: “Tentam impedir que, ao longo do processo eleitoral, o presidente participe desse mesmo processo, e tentam enganar a população usando a imagem de Lula. Agora tentam impedir a nossa candidata de concorrer”. O ministro insistiu no assunto enquanto discursou. “Quando tentam transferir um problema da Receita num problema eleitoral, é golpe. É golpe de quem não quer mais disputar a eleição”, afirma. Depois, segundo a Folha de S. Paulo, ele disse que o PSDB sabe que está perdendo a eleição. Padilha e Lula participaram de cerimônia antes da aula inaugural da Unila (Universidade Federal da Integração Latino-Americana), em Foz. O presidente ainda não falou.
Lula orienta Dilma a não entrar na polêmica sobre sigilo fiscal
2 de setembro de 2010O presidente Lula orientou a candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, a não entrar na polêmica envolvendo a quebra de sigilo fiscal de membros do PSDB. A estratégia para blindar a petista foi discutida ontem, em café da manhã no Palácio da Alvorada. O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci e o presidente do PT, José Eduardo Dutra, coordenadores da campanha, também participaram do café com Lula e Dilma. Na avaliação do presidente, o comitê precisa proteger a candidata da tentativa do adversário José Serra (PSDB) de associá-la à violação fiscal. Lula disse que Dilma não pode ficar refém da agenda de crise de Serra. A ordem é deixar que o caso seja sempre explicado pela Receita Federal. Caberá ainda a ministros, quando necessário, rebater Serra com mais ênfase. Para Lula, a devassa no Imposto de Renda de quatro tucanos e até de Verônica Serra, filha do candidato, faz parte de um esquema de “compra e venda” de sigilos fiscais. “É uma bandidagem”, definiu ele. Dilma evitará espichar o assunto, a partir de agora, nos chamados “quebra-queixo” com jornalistas. Em debates e entrevistas tête-à-tête, porém, não terá como fugir do tema. Na noite de ontem, por exemplo, em entrevista ao SBT, ela afirmou ser “a maior interessada” na apuração dos fatos antes da eleição e repetiu que Serra levanta acusações sem prova.
Na sabatina Folha/UOL Beto Richa dispara muitas farpas
2 de setembro de 2010Hoje foi a vez do tucano Beto Richa, candidato ao Governo do Paraná, e líder nas pesquisas de intenção de voto, de participar da sabatina Folha/UOL, no Teatro Paulo Autran, no Shopping Novo Batel, na Alameda Dom Pedro II. Entre perguntas e respostas, Beto também disparou muitas farpas. Já na primeira pergunta, quando foi questionado sobre as críticas de Osmar Dias de abandonar a Prefeitura de Curitiba, Beto mostrou um documento que teria a assinatura do pedetista, pedindo a ele para integrar a sua chapa como candidato ao Senado. “Quem mente tem que ter boa memória”, afirmou, ao disparar: “Todos estão observando que ele elevou o tom contra mim, e eu só posso entender isso de uma forma: desespero”. E disse ainda que só saiu candidato porque teve o aval dos seus eleitores que, segundo ele, continuam lhe dando apoio para a disputa. Não perdeu a oportunidade para alfinetar o seu principal adversário, lembrando que o pedetista sempre bate nessa tecla (deixar a Prefeitura) para afrontá-lo. “Mas, ele esqueceu que, em 2006, quando foi candidato ao Governo do Estado, com meu apoio, ele deixaria o Senado, na metade da sua gestão?”, questiona. Também rebateu as críticas de Osmar sobre o uso de helicópteros para remoção de pacientes de regiões isoladas no Estado. O pedetista disse que o projeto do tucano seria transferi-los para Curitiba, e não construir hospitais em diferentes regiões do Paraná. “Ele tem a cabeça presa no passado. Essas pessoas que estão presas no passado têm dificuldade com a modernidade. Isso é para deslocar pessoas de pequenas comunidades para hospitais da mesma região. Não é uma utopia. Ele até disse que em dia de chuva as pessoas iam morrer. Nossos helicópteros não serão feitos de açúcar”, disparou.
Estratégia de bastidores favorece Gleisi e Fruet e atrapalha eleição de Roberto Requião ao Senado
2 de setembro de 2010
Não tem trégua a guerra do pessoal ligado ao governador Orlando Pessuti (PMDB), contra o ex-governador Roberto Requião (PMDB). O grupo não perdoa a punhalada nas costas desferida pelo atual candidato ao Senado, que alijou Pessuti da campanha ao Governo do Estado. Há quem sustente que, nos bastidores do Palácio das Araucárias e nas hostes do PMDB, está havendo uma mobilização para que o candidato da frente tucana ao Senado, Ricardo Barros (PP), desista de sua intenção e passe a apoiar Gustavo Fruet. Com isso, a petista Gleisi Hoffmann passaria para a primeira posição e Fruet para a segunda, dificultando a eleição de Requião que contabiliza uma grande rejeição. A ilação já tomou pé no comitê central de Beto Richa (PSDB), que não esconde sua preferência por Fruet. A costura, no entanto, passa pelo PP nacional, que tem uma pontinha de preferência pela candidata do presidente Lula, Dilma Rousseff.
Lula cancela compromisso em Maringá
2 de setembro de 2010
O presidente Lula alterou sua agenda oficial para participar de um comício que a candidata petista Dilma Rousseff fará hoje à noite em Foz do Iguaçu. Lula cancelou a participação em um evento que teria amanhã, em Maringá, e levou para Foz oito ministros que o acompanharam, nesta quarta-feira à noite, à abertura de um encontro sobre participação das mulheres no mundo corporativo. Acompanham Lula os ministros Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Fernando Haddad (Educação), José Gomes Temporão (Saúde), Nilcéia Freire (Igualdade Racial), Paulo Bernardo (Planejamento), Luiz Dulcci (Secretaria Geral da Presidência), Paulo Vanucchi (Direitos Humanos) e Márcia Lopes (Desenvolvimento Social e Combate à Fome). Amanhã, Lula e os ministros participam de quatro eventos em Foz do Iguaçu. Eles visitam desde um viaduto pichado por artistas e que é tido como marco de proteção às crianças e adolescentes, um seminário da rede latino americana de acolhimento familiar, acompanha a aula inaugural da Universidade Latino Americana e ainda inaugura uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
Serra chama petistas de ‘tiranos’ e ato vira protesto
2 de setembro de 2010
O encontro de prefeitos e lideranças tucanas organizado ontem à noite, em São Paulo, pelo PSDB para pedir mobilização e promover uma virada eleitoral no estado tornou-se ato de repúdio ao caso da violação de sigilos fiscais pela Receita Federal de centenas de pessoas, entre elas a filha do candidato a presidente pelo PSDB, José Serra, Verônica. Segundo o jornal O Globo, em seu discurso para cerca de 2 mil pessoas, Serra referiu-se aos adversários como “tiranos” e acusou o PT e o Governo Federal de violarem a Constituição. “Quando tiranos ou candidatos a tiranos desejam subjugar uma sociedade, começam restringindo a liberdade. O governo do PT sonha com o dia em que vai poder censurar a imprensa brasileira”, disse Serra, que, ao falar sobre liberdade no País, mencionou o caso do sigilo violado de sua filha: “Quando se viola o sigilo de uma filha nossa, viola-se a Constituição. O Francenildo somos todos nós”. O tucano cobrou explicações da campanha da candidata Dilma Rousseff (PT) e do Planalto. “Ninguém deu-se ao trabalho de fingir que a situação é grave, de dissimular indignação”, reclamou. Serra resumiu o atual momento eleitoral como “a mais escancarada exibição de falta de caráter”. Também se referiu indiretamente a Dilma, dizendo que ele não precisa “ficar trancado num cofre em época de eleição”. O assunto do sigilo também foi abordado pelo candidato do PSDB ao governo paulista, Geraldo Alckmin. “Agora o que estamos vendo nos últimos dias é uma ameaça contra a sociedade. É a violação da Constituição, do sigilo, o uso da máquina pública. Tudo para ganhar a eleição. Mas os fins não justificam os meios”, disse Alckmin.
JB passa a ser 100% digital nesta quarta
2 de setembro de 2010Hoje é a vez de Beto Richa na sabatina da Folha/UOL
2 de setembro de 2010Daqui a pouco (a partir das 11 horas), o jornal Folha de S. Paulo e o Portal UOL promovem uma sabatina com Beto Richa (PSDB), candidato ao Governo do Estado. O encontro é transmitido ao vivo e em vídeo pela internet a partir das 11h. Ontem, também às 11h, o entrevistado foi Osmar Dias (PDT). As sabatinas são realizadas no Teatro Paulo Autran (Shopping Novo Batel, al. Dom Pedro 2º, 255), com acesso permitido ao público previamente inscrito. A ordem em que os candidatos estão sendo sabatinados foi decidida com base na mais recente pesquisa de intenção de votos feita pelo Datafolha. Assim, o mais bem posicionado nas pesquisas será o último a ser entrevistado. Durante cerca de duas horas, Beto vai responder a perguntas de quatro entrevistadores e da plateia, que poderá enviar questões por escrito. Os internautas também podem enviar perguntas utilizando o grupo de discussão do UOL. Além do UOL e da Folha.com, os internautas podem acompanhar o evento em suas redes sociais favoritas. As imagens em vídeo do evento estarão disponíveis no Twitter, no Facebook e em salas de bate-papo UOL criadas especialmente para a ocasião. Dessa maneira, o internauta poderá interagir com outros usuários, dividir opiniões com amigos e recomendar a sabatina para outras pessoas. No Twitter, por exemplo, o evento será transmitido ao vivo pelo perfil do UOL Eleições(@UOLEleicoes). Além de acompanhar os tweets postados pela redação, o internauta pode assistir ao debate em vídeo, via Twitcam.
Multa para Moreira Júnior
2 de setembro de 2010
O ex-reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPr), e atual secretário de Saúde do Paraná, Carlos Moreira Júnior, foi multado em R$ 2 mil, pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A punição também atingiu o ex-diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Haroldo Borges Rodrigues Lima e a ex-superintendente de Qualidade de Produtos do mesmo órgão Maria Antonieta Andrade de Souza, com multa de R$ 3 mil. O TCU entendeu que houve irregularidades em contratos celebrados entre a ANP e a Universidade Federal do Paraná (UFPR), para implantação do Programa de Monitoramento de Qualidade dos Combustíveis no Estado do Paraná. Entre as irregularidades apontadas pelo Tribunal, estão indícios de sobrepreço, contratos fictícios e a contratação da UFPR sem licitação. O TCU determinou à ANP que divulgue os editais licitatórios em veículos de grande circulação, principalmente em relação aos serviços de qualidade de combustíveis. A UFPR não poderá destinar os recursos recebidos da ANP ao pagamento mensal de servidores.








